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Acidentes de viação matam 29 pessoas e Polícia prende 11 condutores por suborno aos agentes de trânsito

Vinte e nove pessoas morreram e outras 85 contraíram ferimentos, das quais 37 com gravidade, em consequência de 40 acidente de viação, corridos na semana passada, nas estradas moçambicanas, e onze automobilistas foram detidos por suposta tentativa de oferecer dinheiro à Polícia para não sofrerem consequências devido à violação das normas elementares de trânsito.

O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) apontou o excesso de velocidade, o corte de prioridade, a ultrapassagem e o cruzamento irregulares, a má travessia de peões e as deficiências mecânicas como as causas que concorreram para os sinistros em alusão.

Inácio Dina, porta-voz daquela instituição do Estado, cuja tarefa é garantir a segurança e a ordem públicas e combate infracções à lei, disse que dos 40 acidentes de viação, 23 foram do tipo atropelamento carro-peão, seis despistes e capotamento, quatro choques entre carros, igual número de choques entre viaturas e motorizadas, dois choques contra obstáculos fixos e uma queda de passageiro.

No que diz respeito às medidas de controlo da segurança rodoviária, a Polícia de Trânsito (PT) fiscalizou 42.706 viaturas fiscalizadas, sendo que pelo menos 4.486 condutores delas foram multados por cometimento de diferentes infracções.

Na mesma operação, as autoridades apreenderam 231 carros, 424 cartas e 183 livretes, disse o porta-voz.

Entre 15 a 21 de Julho do ano passado, registou-se 29 sinistros rodoviários, 20 óbitos, 18 feridos graves e 21 ligeiros.

Quanto aos 11 condutores presos, acusados de tentativa de suborno aos agentes da Polícia de Trânsito (PT) como forma de se isentarem das multas aplicadas em resultado da transgressão do Código da Estrada, Inácio Dina disse que na província de Tete um automobilista desembolsou 5.000 meticais.

No Niassa, três condutores recolheram às celas após tentarem trocar favores com a PT. Os valores envolvidos variam de 200 a 1.300 meticais. Em Manica, dois automobilistas também desembolsaram 100 e 500 meticais, enquanto Maputo outros cinco condutores foram detidos por alegado suborno com valores que variam de 50 a 1.200 meticais.

Outras 19 pessoas recolheram aos calabouços por supostamente se fazerem ao volante sem habilitações para o efeito.

Relativamente ao porte ilegal de armas de fogo, a PRM recuperou uma arma automática Avtomat Kalashnikov modelo de 1947, vulgo AK-47, duas pistolas, uma mauser, uma semi-automática, sete caçadeiras e 83 munições. As apreensões ocorreram na cidade e província Maputo, bem como em Gaza, Manica, Tete e Cabo Delgado, de acordo com Inácio Dina.

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