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Acácia traz versão diferente dos factos

Orlando Mandlate denunciou que foi cruelmente espancado por indivíduos desconhecidos em conivência com a sua própria esposa, corria o mês de Janeiro de 2009. Hoje, neste trabalho foi dada a palavra a Acácia Dramane que negou os factos e acrescentou tratar-se de um episódio muito mal contado, no qual Mandlate tenta “puxar a sardinha à sua brasa”.

Contudo, para um esclarecimento cabal, só uma acareação faria luz sobre outras situações.~ A história trazida por Orlando Mandlate ao Jornal @verdade, publicada na edição de 14 de Maio e que relata uma série de factos que nos levaram a denunciá-la, conhece agora novos desenvolvimentos após ter sido possível colher versões de Acácia Dramane, antiga esposa de Orlando, a suposta autora moral do crime de tentativa de homicídio, e outras testemunhas que acompanharam o desenrolar do processo.

Acompanhada pelo advogado da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Acácia Dramane começou por confirmar as datas e a seguir fez o depoimento. Disse que tudo começou por causa da factura de energia. Naquele dia – conta – comprou a senha, mas o marido, sem se aperceber, misturou o papel com outros que se encontravam na casa. A seguir, Mandlate foi visitar o irmão que voltara de uma viagem.

 De regresso à sua moradia, em pleno jantar, a luz foi-se. Furioso, não se conteve e começou a quebrar a loiça e a fazer confusão. Tudo indica que estava bêbado e com os sentidos completamente alterados. Entretanto, chocada com a situação, a esposa resolveu então abandonar o lar e refugiar- se na casa dos pais. No dia seguinte, querendo inteirar-se do assunto, os dois irmãos que estavam no país a passar férias, dirigiram- se aos aposentos do casal, onde Orlando os recebeu com violência e eles responderam-lhe da mesma forma.

Injuriado, Mandlate recorreu ao posto policial local onde a seguir o oficial lhe encaminhou à 14ª Esquadra, em que recebeu uma guia para fazer exames médicos, ao que se seguiu um processo-crime remetido ao tribunal do distrito municipal nº4. “Enquanto aguardávamos o julgamento, a polícia propôs que voltássemos a viver juntos, mas o meu marido escolheu ficar com o irmão mais velho.

Algum tempo depois, ele desapareceu durante três meses e a família sempre me pressionava alegando o meu envolvimento numa pretensa eliminação física. Mas, um dia, quando ninguém o esperava ressurgiu com uma notificação da Liga dos Direitos Humanos”, revela. Acácia, justificando que o episódio não foi propositado, revelou que nunca guardou rancores contra o esposo.

Diz que viviam em harmonia e acompanhados por três crianças, sendo uma dum anterior relacionamento do marido, e dois do casal. Na Liga dos Direitos Humanos trataram de os reconciliar. Após um pedido de desculpas da mulher, solicitaram que anulasse o processo que corria no tribunal. Orlando aceitou e retirou a queixa. Depois fizeram acordos que culminaram na divisão de bens, restando apenas a casa.

E a casa?

A casa, como publicámos na edição passada, ficaria com o proprietário, mas como o casal teve dois filhos e coabitou nove anos, num processo em que Acácia participou activamente na ampliação do imóvel e acrescentou-lhe água canalizada e energia eléctrica, Orlando comprometeu-se a arranjar um espaço no prazo de 12 meses para albergar os filhos. Decorrido aquele período de tempo, não conseguiu honrar o compromisso. Sendo assim, decidiu optar pela venda, contudo encontra dificuldades porque a esposa não quer abandonar a moradia pois diz que não tem local para acomodar os dois filhos.

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos não apoia a ideia de vender o imóvel por recear que a transacção corra mal e prejudique o futuro dos petizes. A terminar, Acácia Dramane revelou que o actual estado debilitado do antigo marido é causado pelo consumo excessivo de álcool.

Segundo ela, alguns dos bens da divisão foram roubados. A pensão mensal de 500 meticais visando dar assistência aos filhos nunca lhe chegou às mãos. Nega que o expulsou e explica que sempre o acolheu como esposo, mas o marido nunca colaborou e até mandou cortar a água e a energia. Ela fez-nos saber também que o antigo marido possui três vivendas em Gaza, obras que construiu para as duas antigas esposas, daí que admire a enorme vontade de ele se ver livre dela e dos filhos.

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