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A China é uma verdadeira escola da cultura do trabalho

Todos os que têm estado a visitar a China nos últimos anos, como o esta a fazer desde o dia 17 deste mes o Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Aly, e vêm como o seu povo conseguiu catapultar esta sua imensa nação dum atraso absoluto para uma modernidade completa em tão pouco tempo como 30 anos, chegam inevitavelmente à conclusão de que este país de mais de 1,4 bilião de habitantes, tornou-se de facto numa verdadeira escola aberta da cultura do trabalho.

Uma das provas que mostra que os chineses se valem agora da combinação do conhecimento e, acima de tudo, do trabalho, para colocar o seu pais no mesmo nível de desenvolvimento em que estão países como os EUA, Japão e muitos outros ocidentais que agora começam a se sentir aquém desta China, é o facto deles terem conseguido modernizar, em apenas 10 anos, a sua capital, Beijing, com os seus mais de 20 milhões de habitantes, o que corresponde à população total moçambicana.

Para quem, como eu, viu aquela Beijing de há 10 anos com aquelas suas casas antiquadas quase a caírem de velhice, e as suas então ruas que só davam para a circulação de milhões de bicicletas que então eram o único transporte que o cidadão comum podia ter como propriedade pessoal, e a vê hoje com todo o seu esplendor e grandeza dos seus edifícios, é quase impossível acreditar que seja a mesma secular capital chinesa. A única coisa que continua a ser a mesma, é a zona geográfica em que Beijing sempre se localizou, mas já em termos de infra-estruturas socio-económicas, como as suas casas, prédios, paragens de autocarros, terminais ferroviárias, aeroportos, estradas, universidades, hotéis, são totalmente novas e modernizadas.

As antigas, foram totalmente destruídas e, no seu lugar, erguidas outras mais modernas. Como bem o dizem os próprios chineses, Beijing está tão modernizada que se Mao Tse Tung e todos aqueles seus habitantes que também morreram ou emigraram há 10 ou mais anos, pudessem voltar à vida, ou ao pais, certamente pensariam que estavam numa das cidades norte-americanas ou japonesas, como Washington ou Tóquio. Dizem que mesmo aqueles cujas casas ainda se mantêm, iriam se perder, porque as suas ruelas foram completamente ampliadas ou transformadas em auto-estradas. É que Beijing mudou positivamente para o irreconhecível, melhor, para uma outra cidade tão moderna quanto bela, que encanta todos que a visitam de dia ou de noite.

Os velhos edifícios acinzentados ou os guindastes que nos últimos 10 anos se viam em toda esta cidade, sumiram e, no seu lugar, ficaram prédios imponentes de mais de 30 ou 40 andares, que fazem desta capital chinesa se confundir com as norteamericanas, como Boston, Chicago ou Tokio, com a diferença de que Beijing tem mais verde que o somatório verdejante de todas estas urbes. Isto faz com que seja em Beijing e noutras cidades chinesas que se vê o valor dos jardineiros. Outra das grandes mudanças que fazem dela uma cidade diferente daquela Beijing que era, são os seus meios de transporte.

No lugar daqueles milhões de bicicletas em que os seus habitantes se acotovelavam até há uns 10 anos, estas deram agora lugar a carros tão modernos e luxuosos como Mercedes-Benzes, Audis, Hondas, Nissans, todos eles Made in China, e de outras marcas genuinamente chinesas. Na verdade, a China ela como tal deixou de ser o reino das bicicletas que era até há uns 15 anos, estando já quase para destronar os EUA e tornar-se já no reino dos carros, e dos mais modernos e luxuosos.

A China é agora o país onde se vendem mais carros, uma característica que apenas ocorria nos Estados Unidos da América, agora com uma grave crise financeira. Como dizia alguém que integra a comitiva do Primeiro-Ministro, Aires Aly, na visita oficial de cinco dias que está a fazer aqui na China desde o ultimo dia 17, e que neste caso tem cá vindo regularmente ao longo dos últimos 15 anos, Beijing está sim no mesmo lugar, mas já as suas casas e outras infra-estruturas são completamente outras e claramente diferentes. Isto mostra que tem razão o lendário escritor e filosofo Giovani Papini, quando diz num dos seus livros que o casamento entre o conhecimento e o trabalho, podem fazer com que o homem faça mais milagres como se de Deus fosse.

Os chineses estão a fazer de uma noite para o dia, obras tão gigantescas, belas e bonitas, que a outros povos levaram séculos a fazer. Esta sua façanha não pode surpreender – eles não só trabalham arduamente, como trabalham de noite e de dia, quer chova ou não, quer faça calor ou frio. Assim o fazem aqui no seu país, como onde quer que estejam, como os temos visto em Moçambique, onde lamentavelmente alguns de nos os tomamos por prisioneiros.

De prisioneiros não tem nada, se bem que sejam de facto prisioneiros do trabalho árduo que é o que traz a riqueza de que nós todos sonhamos, mas que nunca passaremos disso, a menos que acordemos do longo sono em que temos estado e comecemos a trabalhar como eles, tal como eles tiveram de despertar como o anteviu há pouco mais de 200 anos Napoleão, que o iriam acordar um dia, e que assim que o fizessem iriam estremecer o mundo. E de facto estão mexendo com todo o mundo graças ao seu empenho ao trabalho que tal como diziam Adam Smithe e David Ricardo, é a fonte de toda a riqueza.

China é hoje o país das cidades verdadeiramente do século XXI

Na verdade, a capital chinesa é apenas uma das últimas cidades mais antigas da China que beneficiou e ainda está a beneficiar da gigantesca onda das quatro modernizações concebidas e iniciadas na década de 80 pelo líder chinês, Deng Chiaopin. Estas modernizações tinham como um dos objectivos a construção de novas cidades onde haviam as velhas como Beijing e Xangai, e a construção de raiz de outras completamente modernas, como se fez em Shenzeni, que em menos de 30 anos se ergueu onde havia apenas uma vila de pescadores pobres com meia dúzia de casebres, para uma mega-urbe moderníssima que é um verdadeiro paraíso na Terra.

Tal como se fez agora em relação a Beijing, Shenzeni é hoje uma verdadeira simbiose de arquitectura de engenheiros civis e de engenheiros da jardinagem de ponta, para dar lugar a um verdadeiro canteiro de beleza urbana que mais não parece obra humana, mas sim, de um “sertodo- poderoso”. Nesta cidade situada no extremo norte de Hong-Kong, como noutras que foram (ré) construídas nos últimos 30 anos, se vê de facto o valor de fazer casar as casas com as plantas e jardins. Ate as suas pontes são cobertas de plantas trepadeiras. Na verdade, as cidades chinesas fazem parte das poucas que têm mais jardins e plantas de sombra, incluindo jardins aéreos.

De facto tinha razão o edil de Xangai, quando, em 2002, dizia que estavam a construir cidades que fariam com que os turistas as visitassem, e depois se esquecessem depois de regressar as dos seus países de origem.

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