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A arte de ansiedade e sonhos da mulher

A arte de ansiedade e sonhos da mulher

Dizer que a maternidade, função por meio da qual o Homem perpetua a espécie, é o mais nobre dom da mulher é mesmo que recorrer ao senso comum. Mas, as mil e uma perspectivas que, em “Mulher e Integridade Social”, um quarteto de jovens artistas contemporâneos, em exposição colectiva de Pintura, Escultura e Cerâmica, exibe o seu saber artístico e criativo, ganha outra dimensão. Afinal, nela a complexidade das entranhas da mulher celebra-se.

Carmen Muianga, Vovo´s, Alexandaria e Júlia Nachaque reuniram as suas obras numa exposição que ousaram chamar “Mulher e Integridade Social”, que, desde a semana passada, empresta vida, brilho e cor às paredes da Mediateca do BCI – Espaço Joaquim Chissano, em Maputo.

Como se pode constatar, apesar de, nas suas obras, as artistas plásticas não se desprenderem das formas tradicionais de fazer arte visual, oferecem uma ampla visão sobre o quotidiano da mulher.

Trata-se de um conjunto de obras que no transporta para o mundo misterioso feminino. Com títulos sugestivos, os criadores revelamnos as pistas para a compreensão das suas criações.

Em forma metafórica, falam de uma “Mulher” – África – “Encantadora” que clama pelo respeito e preservação das suas tradições culturais – a africanidade – num mundo cada vez mais globalizado. “Deixa-me dedicar-te amor”, sugere Vovo´s numa das obras criadas com recurso a óleo sobre tela, expressando a sua pretensa necessidade de se voltar a África a devida atenção.

Alexe Simões Ferreira, que prefere que nas lides da arte e cultura o tratem por Alexandria, através de um monumento criado com recurso a sândalo e material metálico, penetra mais ao fundo da “alma da mulher”, interpretando os seus anseios e sonhos do dia-a-dia.

Aliás, aproveitando-se de um pequeno incidente que ditou a não participação de Cármen Muianga, Alexandria, que almeja ser um artista de rigor internacional, alimentando a cadeia mundial das artes plásticas, enxerga em Moçambique “uma mulher independente numa fase de não independência”.

Alexandria faz e vive da arte há mais de 20 anos. A despeito de considerar que “não é fácil viver da arte em Moçambique”, afirma que há cada vez mais coleccionadores de artes plásticas. Congratula-se, porém, pelo facto de os que têm coleccionado serem pessoas sérias.

“Penso que devia haver mais coleccionadores de artes plásticas, porque há empresários que gastam dinheiros em coisas fúteis, deixando as artes plásticas em última instância”, sugere.

Para a cônsul de Portugal em Moçambique, Graça Pereira, a exposição representa “o movimento da mulher moçambicana, caracterizado por muita produção em quase todas as áreas, como, por exemplo, no jornalismo, no teatro e nas artes contemporâneas”.

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