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9.500km depois, Coma e Al-Attiyah sagram-se campeões do Rali Dakar 2011

9.500km depois

A cidade de Baradero, a 150 km de distância da capital Argentina, Buenos Aires, foi o ponto de chegada dos pilotos na última etapa do Rally Dakar 2011. Debaixo de um sol de 35 graus, cerca de cinco mil pessoas espalharam-se em barrancos para ver os campeões da competição mais de perto.

Na categoria de motos, o espanhol Marc Coma foi o grande vencedor. Nos carros, a vitória ficou com a dupla Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk, do Catar e da Alemanha. O russo Vladimir Chagin faturou pela sétima vez a categoria dos camiões. Na categoria de quadriciclos, a festa ficou para o argentino Alejandro Patronelli, que fez a festa com os compatriotas.

 

 

No trajeto de Córdoba a Baradero, Marc Coma não teve um de seus melhores desempenhos e ficou na quinta posição. Mesmo assim, o espanhol não foi superado pelo rival Cyril Despres e garantiu o seu terceiro título no rally. Ele venceu cinco das 13 etapas do evento e terminou com o tempo total de 51h25m00. Em segundo veio Despres, com 51h40m04. O terceiro colocado no geral foi o português Helder Rodrigues, com 53h05m20.

Na categoria de carros, a briga também ficou restrita a duas duplas rivais: os espanhóis Carlos Sainz/Lucas Cruz, do carro 300, e de Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk, do Catar e da Alemanha, donos do carro 302. Os vencedores da última etapa foram os espanhóis, mas quem comemorou no final foi a dupla do Catar e da Alemanha.

Desde 2005 competindo no Rally Dakar, Nasser tem uma história de vida curiosa: ele é integrante de uma das famílias mais ricas e respeitadas dos Emirados Árabes Unidos e ostenta o status de príncipe por ser parente da mulher que amamentou o atual Emir do Golfo Pérsico. Mas na competição, Al-Attiyah mostrou que é muito mais que isso e com o consolidado de tempo de 21h16m16s, ele sagrou-se campeão.

Ele foi seguido pela dupla Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz, da África do Sul e da Alemanha, que ficou a 49m41s do campeão. Em terceiro a dupla Carlos Sainz/Lucas Cruz, que terminou a 1h20m38 do líder.

Nos camiões, a disputa também foi acirrada, mas o resultado foi de sempre: Vladimir Chagin venceu pela sétima vez o Rally Dakar. Ao lado de Sergey Savostin e Ildar Shaysultanov, o russo agora é também o detentor do maior número de vitórias em especiais da competição: 63 no total.

Mas neste ano a vitória foi bastante disputada. Os campeões tiveram que brigar diariamente com os companheiros de equipe, Firdaus Kabirov/Aydar Belyaev/Andrey Mokeev. Mas com oito vitórias em 13 etapas, os vencedores acumularam o tempo de 1h33m25. O trio Firdaus Kabirov/Aydar Belyaev/Andrey Mokeev terminou em segundo, com 48h58m58. E em terceiro ficaram Eduard Nikolaev/Viatcheslav Mizyukaev/Vladimir Rybakov.

Em 2009, a família Patronelli já havia marcado a história nos quadriciclos no Rally Dakar: Marcos e Alejandro conquistaram o primeiro e o segundo lugares e nunca dois irmãos haviam conseguido tal façanha. Para mostrar que quer mesmo marcar seu nome da competição, Alejandro venceu mais uma vez este ano.

O irmão mais velho não pôde competir neste ano por conta de uma lesão e o caminho para a vitória do campeão ficou mais fácil. Com o tempo de 15h49min47, Alejandro Patronelli garantiu a coroa. O compatriota e vice-campeão Halpern ficou a 59m53s do vencedor.

Especula-se que na temporada do ano que vem, o trajeto da competição pode ser modificado, chegando em Lima, no Peru. Mas a organização ainda estuda propostas do Brasil e Paraguai para definir o trajeto do próximo ano.

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