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74,7 milhões de euros criam 150 empresas mistas luso-moçambicanas

Cerca de 150 novas empresas moçambicanas com capitais portugueses acabam de ser criadas no país resultantes de um investimento de 74,7 milhões de euros, segundo António Almeida Lima, administrador da Agência para Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Lima explicou que o montante foi aplicado em 2011 e que o mercado moçambicano foi-se afirmando, de 2006 a 2011, como um mercado cada vez mais importante para o destino do Investimento Directo Português (IDPE), sendo o décimo principal destino do investimento português.

Os sectores da construção e das actividades financeiras e de seguros concentraram ao longo do período cerca de 84% do investimento luso, segundo ainda Lima, indicando, em seguida, que ainda em 2011 Portugal foi o país com maior número de projectos aprovados pelo Centro de Promoção de Investimento (CPI), num total de 67 novas propostas, mas o terceiro em termos de volume de investimento, no montante de 107,5 milhões de dólares, atrás da China (312,9 milhões de dólares) e da África do Sul (256,8 milhões de dólares norte-americanos).

O administrador da AICEP avançou dizendo que quase todo o investimento (96%) de empresas portuguesas concentra-se na cidade e província de Maputo, ficando Tete com apenas 8% do universo.

Emprego

Sobre a dimensão das empresas já criadas, Lima assinala que o IDE português, em Moçambique, está a ser conduzido por pequenas e médias empresas, pelo que a dimensão média dos projectos é bastante inferior à dos outros quatro principais investidores, rondando a média em 1,6 milhão de dólares por projecto, contra 15,5 milhões de dólares norte-americanos dos outros investidores externos.

Realçou, no entanto, o facto de este investimento português ter um impacto no emprego muito mais significativo do que o dos seus concorrentes, já que, por cada milhão de dólares norte-americanos investido pelas empresas portuguesas, espera-se criar 66,1 postos de trabalho, enquanto em média de todo o investimento agora aprovado, cada milhão investido criará apenas 34,8 postos de trabalho.

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