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50 mil pessoas sem água potável em Inhambane

Pelo menos 50 mil pessoas, na sua maioria residentes nas zonas rurais, não têm acesso a água potável na província de Inhambane. As autoridades responsáveis pela gestão do sector apontam para a exiguidade de fontes de abastecimento do chamado preciso líquido, as avarias constantes resultantes do mau uso das bombas manuais e as grandes profundidades em que se encontra o lençol freático em alguns distritos do interior, como sendo as principais causas da crise que se vive em Inhambane.

Actualmente, estima-se em cerca de 200 o número de fontes avariadas, das 2500 existentes em toda a província. A crise é notória nos distritos de Funhalouro e Mabote, a norte e no interior da província de Inhambane, respectivamente, onde a população chega a percorrer mais de 20 quilómetros em busca de apenas 20 litros de água.

O director provincial das Obras Públicas e Habitação em Inhambane, Albino Novela, disse que para minimizar o problema, prevê-se para este ano a abertura de 180 fontes em quase todos os distritos. As obras contam com financiamento do Governo e parceiros.

“Estamos a fazer intervenções em pequenos sistemas, a exemplo de Morrombene, onde se vai aumentar a capacidade de captação e de distribuição de água. Na mesma componente está incluída a vila de Homoíne, onde estamos a construir alguns fontanários para aumentar a actual capacidade. Também temos estado a trabalhar em zonas semi-áridas”, disse Albino Novela.

Refira-se que os distritos de Funhalouro e Mabote são não apresentam nenhum curso de água, facto que leva a população a consumir água turva dos charcos que se formam durante as chuvas.

Outra alternativa encontrada pelas comunidades é a construção de reservatórios em terrenos acidentados para permitir que, no caso chover, a água escorra e se acumule no depósito.

Esta forma de retenção da água constitui um risco à saúde pública uma vez que são arrastados diversos resíduos para os tanques e não existem condições para o seu tratamento.

Os lençóis são profundos e salubres, chegam a localizar-se a mais de 100 metros de profundidade, situação que dificulta a instalação de sistemas de captação e distribuição do líquido precioso.

Para contornar esta situação, o governo provincial arrancou no ano passado com o projecto de construção de tanques a céu aberto que permitem a concentração de água da chuva por gravidade.

Neste âmbito, já foram abertos dois reservatórios na localidade de Mucuíne em Funhalouro com respectivo sistema de bombagem e tratamento. Todavia, o plano tem não está a responder às necessidades das comunidades porque o distrito tem registado pouca precipitação ao longo do ano.

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