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3º Dia da greve dos profissionais de saúde: Polícia impede encontro dos grevistas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) acompanhada pela Força de Intervenção Rápida (FIR) vedou na manhã desta Quarta-feira (22) todos acessos ao jardim Nangade, um espaço público na capital de Moçambique onde os profissionais de saúde que estão em greve, pelo terceiro dia consecutivo, pretendiam reunir-se.

Enquanto o Ministério da Saúde reafirma que todas Unidades Sanitárias no país abriram e estão a funcionar normalmente centenas de médicos, enfermeiros, serventes e outros profissionais de saúde continuam a sua greve reivindicando aumento salarial correspondente 100% do seu salário base, com efeitos a partir de 1 de Abril de 2013, assim como a análise conjunta do Estatuto dos profissionais de saúde e a sua aprovação na 2ª sessão da Assembleia da República.

Entretanto o Governo, que afirma que este ano já não tem disponibilidade financeira para satisfazer as exigências dos profissionais de saúde, e que já tem encetado várias acções de intimidação nesta Quarta-feira (22) enviou dezenas de agentes da PRM e da FIR para vedarem todos acessos a um jardim público onde os profissionais de saúde em greve haviam agendado um encontro.

Nossos repórteres apuraram que nas cidades de Maputo e Nampula as principais Unidades Sanitárias estão a funcionar mas com muitas restrições. Por exemplo não é possível fazerem-se testes laboratoriais o que condiciona o tratamento adequado ao olho de quem atende os doentes, em alguns casos estudantes estagiários que não deveriam atender pacientes sem a supervisão de um profissional de saúde.

Por outro lado na entrada dos bancos de socorros em Maputo activistas, alguns da Cruz Vermelha, fazem uma primeira triagem informal a quem ali acorre sugerindo, quando julgam pela conversa, que o caso não merece atendimento urgente que o doente regresse a casa e aguarda pelo término da greve.

No Hospital Geral de Mavalane, na capital do país, o nosso repórter constatou uma situações mais delicada com doentes internados com tuberculose que não recebem medicamentos desde o primeiro dia da greve.

 

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