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Zorre para os 57 anos de Inhambane

Zorre para os 57 anos de Inhambane

Se o ser humano tem a mente em permanente mutação evolutiva, então tudo o resto não vai escapar. Nem a dança. Na génese do zorre, dança tradicional dos vatonga, eram exclusivamente as mulheres que a executavam, e aos homens reservava-se uma actuação como percussionistas. Mas hoje os homens também dançam, juntando-se às mulheres, que já não mexem as ancas como antigamente.

No passado dia 12 do mês corrente, Inhambane comemorou o seu 57º aniversário de elevação à categoria de cidade. E houve festa, com música e dança. O presidente do Conselho Municipal de Inhambane aproveitou a ocasião para falar dos seus feitos, que incluem o reordenamento urbano e a construção de infra-estruturas.

Benedito Guimino, o edil que vem trabalhando a plenos pulmões, dirigiu-se aos munícipes evocando a necessidade de se manter a cidade limpa. Falou da tranquilidade que, algumas vezes, tem sido posta em causa por malfeitores que, entretanto, têm uma actuação efémera, porque Inhambane não tem espaço para crimes duradoiros.

Aos 57 anos, Inhambane vai ampliando os seus sonhos. Em cada dia que passa nascem novas ideias que o município deve acatar para o bem de todos. Nas conversas de esquina, as pessoas falam da necessidade de se manter a marginal longe da cobiça dos que não olham a meios para atingir os seus objectivos. E parece-nos que essa mensagem está a chegar aos ouvidos de quem de direito. Aliás, o próprio Guimino veio a público falar de uma zona de protecção que ia ser ocupada por um privado. Ele disse, para alívio dos amantes da natureza e desta cidade de paraíso, que aquele local vai continuar a ser protegido.

Mas os mesmos munícipes exigem a remoção do edifício que está em frente às TDM, que magoa a arquitectura da cidade. Nunca disseram isso publicamente porque, a maioria dos que vivem aqui, em particular os nativos, tem medo de falar. Diz tudo isso em surdina. Ninguém concorda com a manutenção dos mangais na cidade.

“Todos querem a praia limpa, sem os coqueiros, sem os eucaliptos na zona do Desportivo, sem aquelas casas construídas com material local na marginal, desde a zona da Escola ‘3 de Fevereiro’ até à Pista Sete de Setembro. O município pode encontrar um lugar mais digno para reassentar aquelas pessoas e devolver-nos a beleza do mar”.

“Já confrontámos o ilustre presidente do Município com esta situação e ele concordou plenamente connosco. O que importa agora é que se faça algo para termos uma cidade diferente. Mais arejada. A cidade de Inhambane precisa também de um jardim público. Com plantas e bancos onde as pessoas se possam sentar e conversar. Um jardim que tenha um coreto e repuxos. Um jardim que funcionaria como uma praça de retiro. Porque não? A urbe está a crescer. Estão a ser construídas casas e planeadas várias infra-estruturas. Mas é necessário pensar-se, no meio de tudo isso, num jardim público. Nem que esse local tenha que ser, depois, adjudicado a um privado para a sua gestão”.

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