Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Xikwembo – Moçambicano lova?

Com as bradas: – Ela estava na festa e estava a falar com aquele que é meu pito que foi comigo… bom, nem é meu pito mas prontos – beijinhámos nos times! Ok, e papai – marido dela – estava me a perguntar onde eu trabalhava e não sei quê, ela, ysh! Ela eu nem sei se estava com mais ciúme do pito se do papai! – Sim, e ela ali a dar papo a pessoas com o homem ao lado!

Coitado… depois ele é um tuguinha mesmo simpático, já cota ele. Coitado. Não fica bem, sabes? Sim, se ele não estivesse eu nem dizia nada, é normal, marido não está, estás à vontade! Mas a tua família ao lado e tu a dares papos?! No café: – Eu sou casado. Sim, quando as moças me perguntam eu respondo – sou casado! Porque se tu gostas de mim por exemplo, tu não vais deixar de gostar de mim por eu ser casado, né? Então, eu respondo a verdade porque é melhor, depois assim as pessoas sabem como fazer, já sabem se podem ligar à noite, se não podem, essas coisas é importante.

Moçambicano namora, noiva, faz anelamento, nikai, lobolo, casamento… junta-se, amiga-se, amantiza-se… mas não faz tudo isto, ou pelo menos algo disto, porque escolhe? Não entendo como corre tão mal o caminho quando quem o escolheu foi o caminhante que o percorre! Porque sejamos realistas, corre mal! Entre discussões, zangas, espancamentos, traições, separações e enganos pouco tempo há para viver em pleno o amor. Noivado, casamento, casa 1, 2, casa 3. Separações, uniões de facto, relações à distância ou namoros… parece muitas vezes que isto das relações nada tem a ver com o desejo, com o prazer, com o respeito, com o sentimento, com o compromisso, com a intimidade… As fórmulas são muitas, entre duas pessoas que estão de acordo tudo é possível mas por favor – sejam felizes.

O resto é que não faz sentido! As relações homem-mulher continuam a ter uma espécie de efeito hipnótico em mim, não as entendo. Imaginem duas pessoas que se encontram, que se sentem atraídas, que se aproximam, que se conhecem, que se juntam, que nesse juntar partilham a esteira, os sonhos, os desejos, os amigos, o tempo, os interesses, as alegrias e os receios, as amizades, a casa… um dia ele sai. Sai, vai. E a partir daí são apenas tempo perdido as tentativas que se fazem na aproximação. Imaginem duas pessoas que se conhecem, que se amam, que fazem filhos, que viajam, que planeiam, que ligam no seu amor as famílias e os sangues… um dia discutem, enciúmam-se, desentendem-se, batem-se… ela sai. Vai.

Parte. Jura vinganças e faz chantagens. Sofrem ambos. Para quê? Imaginem duas pessoas. E agora? Que pode acontecer? Sou convidada para uma cerimónia tradicional, o Chiguiane, momento em que a família da noiva entrega, simbolicamente, a filha ao homem. As mulheres estão vestidas com a mesma capulana e cantam uma música, diz a letra que ele não se queixe mais tarde porque esta xiluva, foi ele quem a escolheu!

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!