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Xiconhoquices da semana: Respostas do Governo (no Parlamento); Funcionários fantasmas; PRM

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Respostas do Governo (no Parlamento)

O Governo da Frelimo não se farta de mentir ao povo, passando, assim, um atestado de estupidez aos moçambicanos. Mesmo calado, o Executivo de Nyusi mente. E mente de forma descarada. A título de exemplo, com a cara mais deslavada do mundo, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, naquele seu ar de mero funcionário público programado para cortar fitas, disse mentirosamente na Assembleia da República (AR) que as dívidas com garantias do Estado, emitidas em 2013 e 2014, a favor das empresas MAM e Proindicus, “continuam efectivamente” destas duas firmas, por isso, elas “devem fazer de tudo” para pagá-las, supostamente porque o Estado é apenas fiador. É por todos sabidos que isto não passa de uma grotesca mentira, uma vez que temos vindo a assistir o quanto essas dívidas tem custado aos moçambicanos. Bando de mentirosos!

Funcionários fantasmas

Há com cada Xiconhoquice que só acontece em Moçambique, e demonstra o alto nível de falta de seriedade que grassa nas instituições públicas e/ou de Estado. É o caso da descoberta de pouco mais de oito mil funcionários e agentes fantasmas. É abusrdo que um Estado não se tenha dado conta de existência dessa preocupante situação muito antes. Foram anos e anos, o Estado a pagar salários a indivíduos que não existem. Esse facto não só demonstra a falta de seriedade das instituições públicas, como também é prova de esquemas de corrupção e a promiscuidade que se instalaram confortavelmente no Aparelho do Estado. O mais patético nessa história toda foi ouvir o porta-voz do Conselho de Ministros a afirmar que presentemente decorre levantamento para quantificar o prejuízo, como se não estivesse evidente. Quanta Xiconhoquice!

PRM

A Polícia da República de Moçambique (PRM) é, sem dúvidas, patética e sem nenhum senso de responsabilidade. No cúmulo da sua Xiconhoquice (leia-se também mesquinhez), este bando de improdutivos veio a público desmentir a morte dos dois criminosos resgatados pelos supostos comparsas quando eram transportados para uma esquadra, não obstante os familiares tenham confirmado óbito dos dois. Aliás, isso não prova apenas a inoperância ou modorra física da Polícia moçambicana como também mostra a cumplicidade da mesma na onda de criminalidade que tem fustigado o país. Os corpos de José Aly Coutinho e Alfredo Muchanga, que eram acusados de envolvimento no assassinato do procurador Marcelino Vilanculos, foram encontrados numa cova em Moamba. Ao invés de se ater a duvidar, a PRM devia se lembrar de fazer o seu trabalho, o que não acontece desde que aquele organismo foi criado.

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