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Xiconhoquices da semana: Remoção da placa em memória de Gilles Cistac; Funcionários Públicos que desviam fundos do erário; Presidências Abertas

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Remoção da placa em memória de Gilles Cistac

Por alguma carga de água, foi removida a placa que baptizava a Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane em Biblioteca Gilles Cistac em memória do constitucionalista covardemente assassinado nas ruas da cidade de Maputo. A remoção da placa, bem como da pedra com o seu nome junto à árvore que foi plantada durante a cerimónia de homenagem, foi feita de forma sigiloso. Ou seja, os utentes daquela instituição de ensino não foram informados sobre a remoção, tendo sido surpreendidos com essa realidade. Além disso, não se sabe as razões por detrás dessa atitude, diga-se vergonhosa, e quem são os envolvidos. Na verdade, esse comportamento demonstra a falta de sensatez de que regem alguns indivíduos cuja única coisa que sabem fazer com esmero é subscrever decisões deprimentes. É sabido que Gilles Cistac foi uma figura importante para aquela faculdade. No entanto, atribuir o seu nome àquela biblioteca é, sem dúvidas, uma homenagem mais do que merecida. Enfim, é uma vergonha o que se assistiu na Faculdade de Direito.

Funcionários Públicos que desviam fundos do erário

Os funcionários públicos têm vindo a transformar o Estado moçambicano em “vaca leiteira”, delapidando o cadavérico erário. A título de exemplo, entre Janeiro e Junho do ano em curso, foram registado 474 processos , em conexão com os quais foram detidos 90 cidadãos. Desse número, 61 foram detidos em plena prática de actos corruptos; 52 destes casos estão relacionados com desvio de fundos do Estado. Ou seja, o Estado moçambicano foi lesado em cerca de 1.2 milhões de dólares americanos. O desvio foi protagonizado maioritariamente por operadores do e-SISTAFE, sistema electrónico através do qual o Estado procede ao pagamento dos seus fornecedores. A Procuradoria acusa os bancos comerciais de não colaborarem com o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), para a detecção de transacções suspeitas.

Presidências Abertas

O Presidente da República, Filipe Nyusi, prossegue em lume brando com as suas Presidências Abertas que ousou apelidar de visitas presidenciais na vã tentativa de ludibriar os moçambicanos. Porém, o que tem chamado atenção nessa trapaça toda é o esbanjamento desenfreado que Nyusi e a sua comitiva tem feito, não obstante o país estar a atravessar por momentos bastante preocupantes. Depois de fingir viajar de voos comerciais, Nyusi mostrou a sua essência, ao voltar para o conforto do jatinho. Aliás, o Presidente da República pegou o jatinho para Inhambane e de lá voou de helicóptero para os distritos daquela província. E a pergunta que não quer calar é: não era suposto o PR estar a reduzir os gastos desnecessários? Enfim, a austeridade é apenas conversa para o povo dormir!

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