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Xiconhoquices da semana: Registo Criminal de Afonso Dhlakama; Jardim Tunduro reabilitação entregue inacabada; Produção de materiais de votação entregue a empresas de membros da Frelimo

Xiconhoquices da semana: Funcionários públicos obrigados a participar na campanha eleitoral; Falta..

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Registo Criminal de Afonso Dhlakama

Parece mentira, mas é verdade! Diga-se, em abono da verdade, que neste país tudo é possível. Não nos vamos surpreender se o teste de malária ou VIH/SIDA for feito por via de um telefonema a partir de parte incerta. Isso vem a propósito da informação segundo a qual a Renamo procedeu à entrega, no Conselho Constitucional, do certificado de Registo Criminal de Afonso Dhlakama. O Registo Criminal é feito na presença do requerente, o qual é obrigado a deixar as suas impressões digitais, a cópia do seu Bilhete de Identidade e a assinatura pessoal, além de esclarecer as razões através das quais requer o documento. Mas o mais curioso é que o líder da Renamo obteve a certidão, apesar de estar em parte incerta. O mandatário do partido não disse em que circunstâncias o seu líder obteve o referido documento pelo facto de se encontrar em parte incerta e o registo ser presencial. Ele limitou-se a dizer que não importava como foi tratado, sublinhando que se obedeceu a todos os trâmites legais. Será que já é possível tratar o Registo Criminal via telefone? Ou o líder da Renamo não está em parte incerta patavina? Se calhar, estamos diante de uma peça teatral habilmente encenada pelo Governo e o maior partido da oposição para distrair o povo dos reais problemas desta nação, e nós, o povo, ainda não nos demos conta disso.

Jardim Tunduro reabilitação entregue inacabada

O nosso país soma e segue em matéria de Xiconhoquices. Quando se tem Xiconhocas a conduzirem os destinos da nação, não se pode esperar outra coisa a não ser acontecimentos escabrosos, um atrás do outro. A título de exemplo, as obras de melhoramento do Jardim Tunduro, em curso desde o mês de Outubro do ano passado, serão entregues antes da finalização do processo de reabilitação, ou seja, inacabadas. O motivo não podia ser outro, senão a habitual morosidade na adjudicação na área da construção, que caracteriza as obras públicas, sobretudo, na parte reservada à restauração, onde se projecta uma inovação. Neste momento, o que está em causa são os acertos que devem ser feitos entre o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e os agentes económicos interessados em investir no empreendimento. Na verdade, o excesso de burocracia e o péssimo hábito dos dirigentes de obterem comissões em quase tudo que é obra estão a atrasar a instalação dos serviços de restauração.

Produção de materiais de votação entregue a empresas de membros da Frelimo

A Frelimo “mama” em tudo. Nada escapa aos olhos dessa formação que, quando o assunto é negócios, se assemelha à máfia italiana. Só para se ter uma ideia, Rafik Sidat, membro do Comité Central do partido Frelimo e José António Chichava, deputado da Frelimo e antigo ministro da Administração Estatal, estão envolvidos numa disputa sem precedentes pelos cerca de nove milhões de meticais do negócio de produção de materiais de votação. Sidat e Chichava são proprietários da “Académica” e da “Escopil”, respectivamente, e as empresas são as escolhidas pelos gestores do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) para a produção do material do material de votação que será usado em Outubro próximo. Na verdade, são 8.3 milhões de dólares que estão em causa, subdivididos em três lotes, sendo 200 milhões de meticais (lote 1 e 2) e 50 milhões de meticais (lote 3). O STAE adjudicou o lote 1 à “Académica”, uma empresa grá?ca especificamente privilegiada por aquele órgão desde 2004 e o lote 2 foi obsequiado à “Escopil” com uma estrutura de accionistas composta pelo antigo ministro da Administração Estatal, António Chichava e a sua mulher, Ana Chichava, actual vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental. É caso para dizer que “para os camaradas, há sempre tacho”.

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