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Xiconhoquices da semana: Recolha de contacto telefónico na emissão de BI; Falta de orçamento para INGC; Incentivo a produção de Tseke/Nheué

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Recolha de contacto telefónico na emissão de BI

Não há dúvidas de que este país as coisas andam de pernas para o ar nos últimos tempos. Aliás, neste andar de carruagem, certamente não nos vamos surpreender se começar a chover de baixo para cima. De Xiconhoquices em Xiconhoquices, as autoridades nacionais acabam de cometer mais uma Xiconhoquice. Desta vez, numa clara demonstração de insensatez mórbida, a Direcção Nacional de Identificação Civil tem vindo a recolher o contacto telefónico dos cidadãos no momento da emissão de Bilhetes de Identidade (BI). Não se sabe ao certo a finalidade desta medida e as razões por detrás dela, e importa referir que essa situação não deixa de ser uma violação à privacidade dos moçambicanos e não só.

Falta de orçamento para INGC

É simultaneamente preocupante e revoltante a situação por que passa o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) para lidar com catastrófes ou fenómenos naturais que colocam milhares de moçambicanos em situações deveras lastimáveis. Todos os anos, o povo moçambicano é confrontado com a insegurança alimentar, inudanções e outras calamidades naturais, porém, o Governo de Filipe Nyusi, na sua insensibilidade gritante, continua a ignorar o sofrimento dos moçambicanos. Ou seja, o mesmo Governo que assumiu os empréstimos ilegais da Proindicus, MAM e EMATUM, empresas essas com objectivos obscuros, tem estado a alocar apenas 20 porcento do dinheiro necessário para salvar vidas e permitir que os moçambicanos levem uma vida com alguma dignidade.

Incentivo a produção de Tseke/Nheué

Parece piada, mas não é. O Governo de turno é, sem sombras de dúvidas, o pior Governo da face da terra. Nos últimos tempos, sobretudo após a agudização da crise económica que está a deixar as famílias moçambicanas sem chão, o Governo da Frelimo tem estado a testar a paciência e humor dos moçambicanos. Esporadicamente, o Executivo de Nyusi, após embutir-se de vinhos e uísques dos mais caros do mercado, profere discursos vazios e cheios de nada, que soam a gozação ao povo moçambicano que, com muito sacrifício, paga os impostos, contribuindo para o desenvolvimento deste país. Desta vez, o Governo veio a público incentivar a produção de tseke (nheué, como é conhecido na região norte do país), alegando o seu valor nutricional e alternativa a difícil situação que o país enfrenta. Não fosse a morbidez que a situação em si representa, certamente soltaríamos gargalhadas de acordar defunto.

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