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Xiconhoquices da semana: Promessas de Afonso Dhlakama; Detenção de supostos assassinos de Cistac sem provas; Xenofobia na RSA e a apatia do Governo moçambicano

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Promessas de Afonso Dhlakama

Depois de escalar vários pontos de Moçambique, Afonso Dhlakama, líder da Renamo, no último domingo (12) foi à Manica dizer aos académicos e líderes religiosos que não vai fazer reformas agrárias falhadas nas regiões onde espera materializar o seu sonho de introduzir províncias autónomas. Num discurso e tom típicos de um político em campanha eleitoral, o “pai de democracia”, que agora se equipara a Nelson Mandela, prometeu colocar em prática planos de habitação para os funcionários públicos. Porque o dinheiro é bom e todos gostamos, Dhlakama jurou que vai triplicar o salário mínimo no país. Onde estamos e para onde vamos com este divertimento? Que brincadeiras de maus gosto! O que Dhlakama está a fazer não passa de uma falsidade e aqueles que ousam acreditar nisso podem cair na desilusão. Compatriota, o período da campanha eleitoral já passou e aqueles que supostamente venceram o escrutínio já estão a governar e a fazer planos de negócios próprios.

Detenção de supostos assassinos de Cistac sem provas

Dois cidadãos que respondem pelos nomes de Lúcio Chembene e Arsénio Nhaposse, de 40 e 34 anos de idade, respectivamente, encontram-se detidos na Cadeia de Máxima Segurança, vulgo BO, acusados de fazerem parte de um grupo de quatro supostos assassinos do constitucionalista Gilles Cistac a 03 de Março último. A juíza Judite Correia, da Secção de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, baseou-se num auto de perguntas aos arguidos, um documento basicamente vago e sem nenhuma matéria para determinar que, apesar de ela reconhecer que os visados não foram encontrados em flagrante delito e não existem factos para a legalização da detenção, eles deviam ser privados de liberdade, incorrendo a penas que variam de 20 a 24 anos de prisão maior. E se eles forrem inocentes, quem lhes vai ressarcir pelo tempo que ficarão presos? A senhora sabe o que é que isso significa e muda na vida de um cidadão? A culpa é de quem colocou esta senhora no lugar onde se encontra.

Xenofobia na RSA e a apatia do Governo moçambicano

Os cidadãos estrangeiros de poucas posses, que residem e trabalham na República da África do Sul (RSA), vivem dias de medo com a pilhagem dos seus bens e ameaças à sua integridade física, em particular na província do KwaZulu-Natal. Para além de moçambicanos, as pessoas oriundas da Somália, Congo, Paquistão, Nigéria, Zimbabwe e Malawi também são vítimas da intolerância. Em parte, supostamente porque os estrangeiros “roubam” empregos aos donos daquele país. Um tal rei zulu, Goodwill Zwelithini, considerado o mais importante de KwaZulu-Natal teria dito que os imigrantes devem “fazer as malas e deixar” a África do Sul. Não podíamos esperar outra coisa de pessoas preguiçosas e que não gostam de trabalhar. Todavia, o Governo moçambicano parece estar indiferente a este terror e tem estado a tomar medidas paliativas. De que se está à espera para evacuar os nossos concidadãos para as suas terras de origem?

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