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Xiconhoquices da semana: Processo contra atleta; Comité Olímpico investe em prédio; Reuniões em Maputo para combater casamento prematuro

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Processo contra atleta

Não há dúvidas de que o nosso Governo anda desnorteado. No cúmulo da sua estupidez, o Governo de turno levantou um processo contra a atleta moçambicana, Joana Perreira, que mostrou a bandeira da Renamo, após conquistar o segundo lugar no torneio internacional de Karaté. Na altura de subir ao pódio, a lutadora, que por sinal é membro e simpatizante do maior partido da oposição no país, levou consigo a bandeira da Renamo como forma de protestar contra o conflito armado e toda injustiça social promovido pelo Governo da Frelimo. No entanto, o mais caricato é o facto de o Governo deixar de se preocupar com assuntos que realmente tira sono os moçambicanos para se ater a uma situação dessas. Por que não levantar um processo contra os indivíduos que empurraram este país para a crise económica sem precedentes que hoje se vive?

Comité Olímpico investe em prédio

Definitivamente, os dirigentes moçambicanos são uma espécie que deve ser estudada. Numa clara e pura demonstração de ignorância e falta de sensatez, o Comité Olímpico de Moçambique correu para investir na construção de um edifício para albergar gabinetes, ao invés de erguer infra-estruturas desportivas e criar condições com vista a melhorar as diversas modalidades desportivas no país. O prédio edificado pelo Comité Olímpico de Moçambique custou cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos, valor suficiente para se investir na melhoria dos perfomances dos atletas. Agora, fica clara o porquê de não haver resultados positivos em diversas modalidades. Aliás, a cada ano que passa Moçambique vai sendo esquecido, tudo porque se decidiu investir em prédios, ao invés nos atletas. Há com cada Xiconhoquice neste país!

Reuniões em Maputo para combater casamento prematuro

Palhaçada! É o que se pode dizer das inúmeras reuniões que são realizadas nas salas climatizadas de algumas estâncias turísticas da capital do país, Maputo. Todos os dias, longe das reuniões a porta fechada, no país real, dezenas de adolescentes são forçadas a contrair matrimónio com indivíduos com o dobro da sua idade. Enquanto se perde tempo a discutir, muitas vezes, com chávenas de café e garrafas de água mineral na mão, centenas de raparigas têm o seu futuro hipotecado. O casamento prematuro é umas das principais causas das raparigas deixarem de ir à escola. As regiões Centro e Norte do país registam maior número de casos dessa prática que é contra os direitos da criança. Porém, o Governo e as organizações não-governamentais preferem ignorar o mal que tal prática causa às raparigas.

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