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Xiconhoquices da semana: Paz adiada para 2017; Exportação ilegal de madeira; Construção e Reabilitação de Escolas sem resistências às Calamidades

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Paz adiada para 2017

A cada dia reunião da Comissão Mista criada para preparar o encontro entre o Presidente da República e o líder da Renamo fica evidente que não há vontade política de se colocar um ponto final no conflito armado que o país tem vindo a atravessar. Depois de vários encontros infrutíferos, mais uma vez a tão almejada paz será adiada para 2007. No último encontro, os mandatários de Filipe Nyusi apareceram para informar que têm uma nova proposta que consiste na constituição de novo grupo, substituindo, assim, a subcomissão criada para tratar da descentralização governativa. Isto é mais uma prova de como o Governo da Frelimo tem vindo a brincar com o sofrimento dos moçambicanos. Certamente, se o Chefe de Estado passasse pelo drama por que centenas de moçambicanos, sem dúvidas já teríamos um novo acordo de paz.

Exportação ilegal de madeira

Todos anos a notícia é sempre a mesma: o Estado moçambicano é lesado em milhões de dólares norte-americanos devido à exportação ilegal de madeira. Quase todos os dias, são reportados casos de camiões transportando madeira explorada de forma ilegal, com destino aos portos moçambicanos. O pior de tudo é o facto de as autoridades moçambicanas assumirem que a batalha contra a exportação ilegal da madeira está longe de ser ganha. Na verdade, os promotores de toda essa pouca vergonha é o próprio Governo que, com os seus comparsas chineses, tem vindo a pilhar os recursos do povo. Mas o mais caricato é o facto de as autoridades estarem a fazer de conta que não vêem os milhares de contentores de madeira que saem dos portos moçambicanos com destino a China. Quanta Xiconhoquice!

Construção e Reabilitação de Escolas sem resistências às Calamidades

Definitivamente, o Governo da Frelimo é dos mais irresponsáveis que existe na face da terra. Por alguma carga de água – certamente a falta de bom senso e vontade política –, o Governo da Frelimo recusa-se à construção de “Escolas Seguras”, resilientes aos desastres naturais, que custam somente mais 8 porcento do que uma construção convencional. O resultado dessa falta de bom senso é o desabamento, no primeiro vendaval, do recém reabilitado Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane, em Lichinga, e que foi reinaugurado com pompa no passado dia 3 de Novembro pelo Presidente Filipe Jacinto Nyusi após uma reabilitação que custou alguns milhões de dólares norte-americanos. Com o dinheiro usado, poderia ter sido construída uma escola segura.

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