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Xiconhoquices da semana: Ladrões de Chókwè; População das zonas baixas; Presidente e vereadora envolvidos em saque de dinheiro

Xiconhoquices da semana: Falta de acção disciplinar cvontra funcionários públicos corruptos; CNE...

Os nossos leitores destacaram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

1. Ladrões de Chókwè:

Para uma considerável parte dos moçambicanos, solidariedade é uma palavra morta. Não serve para nada. Só isso explica a Xiconhoquice de que Chókwè tem sido palco. Enquanto uns choram pelo bens perdidos e pelo futuro hipotecado na corrente das águas, outros dedicam-se ao furto.

Trata-se, na verdade, de oportunismo. Ou seja, os malfeitores aproveitam-se da tragédia e do facto de as vítimas terem abandonado as suas residências, estabelecimentos comerciais e bancos, para surripiarem tudo o que encontram.

Algumas famílias desalojadas pelas cheias causadas pelo aumento do caudal do rio Limpopo, no distrito de Chókwè, província de Gaza, Sul de Moçambique, queixam-se de actos de pilhagem protagonizados por indivíduos de má fé desde a quinta-feira (24). Os comerciantes endurecem o tom das reclamações dando conta de que os malfeitores, alguns munidos de instrumentos contundentes, saquearam os seus armazéns e ainda proferiram ameaças.

Em contacto com o @Verdade, algumas vítimas narram episódios que revelam uma profunda tristeza em consequência das perdas acumuladas, por um lado, por causa das cheias, por outro, devido ao vandalismo praticado por pessoas, parte das quais tida como esfomeada e que se recusa a viver em centros de acomodação.

Suleimane Cassamo, residente no 1º bairro, na cidade de Chókwè, declarou que as pessoas organizaram-se em grupos numerosos e invadiram residências e armazéns alheios enquanto os donos procuravam abrigar-se em lugares considerados seguros. Saquearam electrodomésticos e produtos alimentares como arroz, óleo e farinha de milho.

2. População das zonas baixas:

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades aconselhou, nas duas semanas antes das cheias, as populações das zonas do baixo Limpopo a abandonarem o local. O aviso também veio da Direcção Nacional das Águas. Em algumas situações houve necessidade de retiradas compulsivas. Neste aspecto, a população tem a sua quota-parte de responsabilidade na tragédia.

Os danos poderiam ser minorados se a população acatasse os conselhos emitidos. Se não houvesse necessidade de retirar as pessoas com recurso à força, os meios poderiam ser alocados às vítimas reais, aquelas que foram apanhadas em sobressalto. Isso também é Xiconhoquice.

3. Presidente e vereadora envolvidos em saque de dinheiro:

O cresidente do Conselho Municipal da Cidade da Maxixe, Narciso Pedro, e a vereadora das Finanças, Olímpia José Sumburane, estão a ser acusados de desvio de um milhão e trezentos e vinte mil, setenta e oito meticais e cinquenta centavos (1.320.078,50 meticais), dos cofres do Estado num período que se estende de 2010 a 2012, de acordo com o Gabinete Central de Combate à Corrupção.

Essa Xiconhoquice, protagonizada pelo edil da Maxixe e a sua responsável financeira, levou dois anos a ser descoberta. Os nomes de Narciso Pedro, Olímpia Sumburae, Alberto Nguenha e Pascoal Comé constam do processo de querela que deu entrada no Ministério Público. Em causa estão 14 cheques que, de forma sucessiva, foram emitidos com o objectivo de desfalcar o município da Maxixe.

O estabelecimento bancário onde os cheques foram levantados alertou os funcionários da edilidade sobre a estranheza do acto. Contudo, Olímpia Sumburane ignorou conscientemente a situação do desfalque dos fundos daquela autarquia.

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