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Xiconhoquices da semana: Interrupção das aulas devido à reunião da Frelimo; Despejo do IESE; Documentos do juiz Silica

Xiconhoquices da semana: Funcionários públicos obrigados a participar na campanha eleitoral; Falta..

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Interrupção das aulas no IICN devido à reunião da Frelimo

Já não bastava o Instituto Industrial e Comercial de Nampula (IICN) carecer de docentes para leccionar algumas disciplinas técnicas, sem deixar de lado os professores que estão há mais de um ano sem remunerações referentes às horas extras. Nesta quarta-feira (21), os estudantes do curso nocturno voltaram para as suas respectivas casas, com as mentes ocas, sem ter tido uma aula sequer.

Tudo porque a direcção daquele estabelecimento de ensino técnico-profissional, assim como os instrutores, foram obrigados a abandonar as suas actividades de formar os futuros engenheiros de construção civil, mecânicos, electricistas e técnicos de contas, para fazer parte de uma reunião do partido Frelimo, mesmo sabendo que se está a menos de um mês do fim do semestre e a maioria dos alunos será submetida a exames e outros à defesa do trabalho do final de curso.

Esta é uma clara demonstração de falta de sensibilidade para com aqueles que deixaram os seus afazeres para estudar. É desse jeito que se pretende educar os vindouros responsáveis pelas nossas infra-estruturas e os zeladores da economia do nosso país? Esta é mais uma prova de que a Função Pública está partidarizada.

Despejo do IESE

O Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), uma das mais destacadas organizações científicas independentes, corre o risco de ficar sem instalações, devido a uma notificação da Administração do Parque Imobiliário do Estado (APIE), no passado dia 12 de Maio em curso, a qual ordena que o IESE abandone aquele imóvel por alegadamente pertencer ao Estado. Num prazo de 15 dias, o IESE deve abandonar o edifício onde tem os seus escritórios, e que ocupa há sete anos.

Tudo leva a crer que se pretende deixar aquela organização sem tecto e embaraçar a sua actividade diária de investigação. É sabido que aquela instituição tem contribuído e promovido debates bastantes acesos (e críticos ao regime) sobre diversos temas. Aparentemente, a ordem de despejo resulta de uma disputa entre a Socimo, que arrendou as instalações ao IESE, e APIE. Mas há quem diga que o IESE está a ser vítima de perseguição devido à sua postura “subversiva”.

Documentos do juiz Silica

Este é daqueles casos que, como se diz na expressão popular, vai rolar muita tinta, pois a cada dia que passa surgem novos dados. O assassinato do juiz Dinis Silica, por si só, deixou muitas incógnitas no seio do povo moçambicano e, principalmente, dos juízes. Entretanto, um novo dado que vem atiçar o clima de descontentamento e de especulações é o facto de terem sido encontrados, na última sexta-feira (19), os documentos pessoais do juiz Dinis Silica num terreno baldio no bairro da Machava Socimol, na cidade da Matola.

Um popular terá encontrado a carta de condução, o cartão do Número Único de Identificação Tributária e três cartões multibanco da vítima, tendo entregue os documentos à Polícia. Mas este jogo traz consigo dados cujo objectivo é colocar areia nos olhos do povo para não ver a sujeira que anda por detrás desse caso. Como é que aqueles documentos do falecido foram parar naquele lugar, uma vez que tudo indica que os assassinos não se introduziram no interior da viatura da vítima? Nessa mata há coelho.

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