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Xiconhoquices da semana: Férias do Governador do Banco de Moçambique; Fuzilamento e incineração de seis cidadãos em Cheringoma; Tese da PRM sobre fuzilamento e incineração dos cidadãos

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Férias do Governador do Banco de Moçambique

Definitivamente, a crise não é para todos. Enquanto o país vive na incerteza, com a sua economia indo a pique a uma velocidade da luz, o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, e a sua família levam uma vida principesca nas luxuosas praias de Miami, nos Estados Unidos da América. Certamente, parte das despesas dessas luxuosas férias do governador do Banco de Moçambique é a custa do suor dos moçambicanos que hoje não sabem o que vão comer amanhã. Aliás, não iremos estranhar que, no seu regresso a Moçambique, Gove venha com mais uma daquelas duas decisões descabida de aumentar as taxas directoras, a única medida que sabe tomar como dirigente do Banco central moçambicano.

Fuzilamento e incineração de seis cidadãos em Cheringoma

Não há dúvidas que este bárbaro crime será arquivado. Aliás, como sempre, nestes casos, a culpa morre sempre solteira. No caso dos cidadãos fuzilados em Cheringoma morrerá orfã. A execução sumária e posterior incineração dos seis cidadãos, dos quais cinco nacionais e um de nacionalidade estrangeira não passa de uma Xiconhoquice da pior espécie. Independentemente de quem terá praticado – homens armados da Renamo ou Forças de Defesa e Segurança, embora as informações dão conta de que foram estes últimos – aquele crime hediondo jamais irá desaparecer da mente dos moçambicanos pelo facto de ser uma ameaça à vida dos cidadãos deste rochedo à beira do Índico. Trata-se de uma gritante violação dos direitos humanos. Por isso, para os nossos leitores, não interessa se aqueles comerciantes foram mortos pela Renamo, pelas FDS ou seja lá quem for. Não deixa de ser uma xiconhoquice de proporções vergonhosa.

Tese da PRM sobre fuzilamento e incineração dos cidadãos

É hábito e costume da Polícia da República de Moçambique (PRM) sempre que algo do género ou de outra natureza ocorre. Antes de se fazer quaisquer trabalhos de perícias, sobretudo de investigação, aparecer em público a fazer pronunciamentos deprimentes. Esta atitude é do domínio do povo moçambicano, bem como da comunidade internacional. Desta vez, não fugiu a regra. As artimanhas continuam as mesmas. Alguns minutos depois do assassinato macabro dos seis cidadãos, em Cheringoma, província de Sofala, a PRM já sabia quem eram os culpados do crime, tendo apontado o dedo acusador aos homens armados da Renamo, mesmo sem ter ouvido os sobreviventes ou, pelo menos, investigar o caso. Quanta Xiconhoquice!

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