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Xiconhoquices da semana: Especulação cambial; Mortalidade por malária e diarreia; Negociações para Paz

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Especulação cambial

Definitivamente, este país é controlado por um bando de oportunista que a única coisa que sabem fazer é roubar ao já sofrido povo moçambicano. Exemplo disso, é a especulação cambial perpetrada por alguns bancos comercais e empresas de exportações. Aliás, os bancos comerciais e algumas das principais empresas exportadores e importadoras aproveitaram a flexibilização da Lei Cambial para ganharem milhões através de transacções forwards e SWAPs. Para pôr cobro na situação, o Banco de Moçambique proibiu, desde o passado dia 4 de Abril, nas operações de compra e venda de moeda estrangeira o recurso à taxa de câmbio a prazo, permitindo que a compra e venda de moeda estrangeira só deva ocorrer por aplicação da taxa de câmbio à vista, em vigor na data e no momento da realização da operação.

Mortalidade por malária e diarreia

É deveras caricato quando milhares de pessoas morrem anualmente por causa de doenças curáveis e evitáveis como a malária e a diarreia. Estas doenças estão a ligadas a precariedade do saneamento meio e falta de acesso à água potável. O Governo moçambicano, como sempre, tem estado a fazer vista grossa para esta situação. Aliás, a única acção do Governo surge em resposta às tempestades que assolaram as regiões centro e norte do país. Por exemplo, cerca de meio milhão de moçambicanos vão ser vacinados contra a cólera na Província de Cabo Delgado. No Centro de Moçambique o surto que eclodiu após o Ciclone Idai está “controlado”, graças a vacinação de aproximadamente 900 mil pessoas.

Negociações para Paz

O processo das negociações para a Paz efectiva entre o Governo da Frelimo e o partido Renamo, para além de ser marcado po um secretismo exacerbado, tem vindo a mostra-se uma autêntica piada. Na verdade, trata-se um teatro para os moçambicanos aplaudirem. Desde que o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o líder do partido Renamo, Ossufo Momade, encontraram-se pela primeira vez na Presidência da República, em Maputo, para acelerar o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos militares do partido de oposição que tem atrasadas 17 das 22 actividades acordadas em Agosto de 2018, nada mais foi feito. Aliás, a situação continua na mesma e não se sabe se houve ou não desarmamento e reintregração dos militares da Renamo.

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