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Xiconhoquices da semana: Diálogo; Polícia assassina; Falta de Sementes

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Diálogo

Parece que ainda prevalece a falta de vontade em pôr fim o conflito armado que o país vem atravessado. Nesta semana, as delegações do Governo e da Renamo retomam as negociações, com vista a preparação do encontro entre o Presidente da República e o líder da Renamo, após 18 dias de interrupção. Não obstante os apelos deixados pelos mediadores internacionais, aquando da interrupção, sobre a necessidade de se decretar o cessar-fogo, as partes continuaram a intensificar as suas acções armadas, sobretudo contra alvos civis. Deliberadamente, tanto o Governo da Frelimo assim como a Renamo não mostraram vontade de ultrapassar o problema. Aliás, delegação da Renamo já entregou aos mediadores a sua proposta sobrea revisão da legislação, mas a delegação da Frelimo continua a não fazer o trabalho de caso deixado pelos mediadores.

Polícia assassina

Há cada dia que passa, os moçambicanos têm mais motivos para não confiar na Polícia da República de Moçambique (PRM). Aliás, nos últimos tempos, a Polícia moçambicana tem aparecido como o principal e o mais perigoso criminoso, facto que está a deixar a população bastante assustada. Neste mês, pelo menos três cidadãos foram vítimas de agentes da PRM. A título de exemplo, na semana passada um cidadão identificado pelo nome de Rafael Muthambe perdeu a vida após atingido por projécteis disparados por um agente da Polícia, em Maputo. E outro foi ferido na perna direita. Estes episódios mostram o quão perigosa se tornou a Polícia moçambicana, sou seja, os malfeitores não são os únicos terrores da população.

Falta de Sementes

Não fosse a morbidez que a situação em si representa, certamente soltaríamos sonoras gargalhadas de acordar defuntos. É, pois, muito estranho num país que grita aos quatro cantos que a agricultura é a base do seu desenvolvimento não faça quase nada para impulsionar as actividades agrícolas. Não há sementes no mercado para os agricultores e, pior de tudo, o país contam apenas com 1361 extensionistas para assistir cerca de 3,8 milhões de explorações agro-pecuárias. O mais caricato ainda é o facto de o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) recomendar sementeiras tanto no Sul como nas regiões Centro e Norte. Mas o que a população irá semear? Pedras?

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