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Xiconhoquices da semana: Criminalidade; Prontidão da Polícia contra qualquer reunião da Renamo; Filipe Nyusi não visita vítimas da seca

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Criminalidade

A onda de crime que vem aterrorizando os moçambicanos é bastante preocupante. Quando a situação parecia um assunto ultrapassado, eis que novos casos surgem colocando a nu a inoperância da nossa Polícia. Nos últimos dias, pelo menos três corpos foram encontrados em Chiango, em Maputo, não se sabendo ainda as motivações por detrás daqueles crimes. Os assassinatos que têm sido frequentes naquele ponto do país demonstram, por um lado, a cumplicidade das autoridades policiais e, por outra, o fortalecimento do crime organizado. Outra situação preocupante tem a ver com o indultado que voltou ao crime, o que mostra a fragilidade do nosso sistema de justiça que permitiu que um sujeito extremamente perigoso para a sociedade voltasse ao convivívio familiar. Aliadas a essas Xiconhoquices, assiste-se ao recrudescimento de raptos de pessoas com problemas de pigmentação da pele (albinos) para fins dos obscurantismos.

Prontidão da Polícia contra qualquer reunião da Renamo

É vergonhoso a atitude da Polícia da República de Moçambique, sob ordens do Governo de turno, relativamente ao partido Renamo. Nos últimos tempos, a Polícia moçambicana, sobretudo a Unidade de Intervenção Rápida (UIR), tornou-se especialista em inviabilizar as actividades daquela força política. A título de exemplo, na última segunda-feira, o Governo enviou um contingente de forças combinadas da Unidade de Intervenção Rápida e do Grupo de Operações Especiais para cercar a delegação política da Renamo na cidade de Maputo. Não se sabe qual era o objectivo do cerco. É a segunda vez que o regime manda cercar aquela delegação em menos de 30 dias. Até em funeral o Governo envia UIR e blindados, ignorando que em Tete centenas de moçambicanos fogem para Malawi devido ao seu desmando.

Filipe Nyusi não visita vítimas da seca

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, continua a marimbar-se da situação por que passa as populações da região Sul do país. O Chefe de Estado ainda não foi visitar as zonas afectadas pela seca desde o ano passado, à semelhança do que fez aquando das cheias no Centro e Norte do país. O auto-intitulado “empregado do povo” anda encafifado no seu gabinete, enquanto colocou em insegurança alimentar mais de 176 mil moçambicanos. Tudo indica que Nyusi está à espera que a situação pior, à semelhança das inundações do ano passado, para se deslocar até às zonas afectadas e proferir discursos vazios. Além da apatia do Presidente da República, é deveras preocupante o seu silêncio relativamente às medidas que o Governo irá tomar para minimizar a situação. Quanta Xiconhoquice, senhor Presidente!

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