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Xiconhoquices da semana: Cortes de energia; Autoridade Tributária de Moçambique; Falta de medicamentos nas farmácias públicas

Xiconhoquices da semana: Falta de acção disciplinar cvontra funcionários públicos corruptos; CNE...

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Cortes de energia

Os cortes constantes de energia eléctrica estão a tornar- -se uma autêntica dor de cabeça para os moçambicanos. Esta situação faz-se sentir quase todos os dias em todo o país, facto que está a causar prejuízos avultados em algumas zonas residenciais onde a interrupção da corrente eléctrica acontece durante 24 horas por dia. Por exemplo, em Maputo, a Electricidade de Moçambique (EDM) alega que o problema é originado por avarias nas linhas de alta tensão que alimentam as subestações dos bairros de Magoanine e do Ferroviário.

O mais intrigante é o facto de não haver previsão para a normalização da situação e os clientes da EDM não dispõem desta informação, além de que são poucos os que sabem por que razão são privados de um serviço pelo qual pagam sem usufruírem dela. Além disso, não é a primeira vez que os mesmos consumidores são “brindados” com estes constrangimentos, o que torna difícil confiar na disponibilidade de energia 24 horas por dia nas suas casas.

Há duas semanas, Neves Xavier, director da Área de Serviço de Cliente da Cidade de Maputo, admitiu num jornal da praça que a linha em causa é obsoleta e já não é capaz de alimentar muitas zonas em simultâneo. Neste momento, está a ser usada uma linha alternativa de alta tensão para garantir energia às subestações de Zimpeto, Marracuene e Manhiça, esta última considerada, também, obsoleta. Ainda dizem que Cahora Bassa é nossa. Imaginem se não fosse.

Autoridade Tributária de Moçambique

Num país onde as atenções estão viradas para a economia e a angariação de fundos para os bolsos dos governantes, a Autoridade Tributária de Moçambique (AT) provou que, facilmente, se pode fazer e desfazer dentro do território nacional. A empresa OTT Tecnologie Moçambique, Lda, que montou viaturas em Moçambique para fins militares, está a operar ilegalmente recorrendo a um alvará destinado à montagem de viaturas civis. Segundo a AT, os 16 veículos blindados, com inscrições das Nações Unidas, vistos a circular nas cidades de Maputo e da Matola, na terça-feira passada (18), faziam-no a coberto de um procedimento que viola as normas aduaneiras e, por conseguinte, as viaturas foram apreendidas para regularização tributária e diligências por parte do Ministério Público e de outras entidades competentes.

“No alvará para instalação da futura fábrica consta que a mesma está licenciada para a actividade industrial do tipo ‘montagem de viaturas’, não se fazendo menção de que se trata de viaturas para fins militares,” diz a AT. Por sua vez, a firma visada reconhece que “a importação destas viaturas não obedeceu a todos os procedimentos aduaneiros previstos, ao não se ter apresentado no terminal aduaneiro de destino para afeitos de inspecção, bem como a conclusão do processo de desembaraço de entrada”. Agora a questão é: Porque a AT não reage face a essa situação indiscutível de fuga ao fisco?

Falta de medicamentos nas farmácias públicas de Nampula

Na última sexta-feira (21), Cidália Chaúque, governadora da província de Nampula, foi confrontada com o mau atendimento e a falta de medicamentos, quando visitava o centro de saúde 1º de Maio. Os técnicos de saúde e farmacêuticos tentaram suavizar a situação por alguns instantes, mas como o diz velho adágio “a mentira tem pernas curtas”, os doentes queixaram-se abertamente da situação por que eles têm passado naquela unidade sanitária.

É triste quando pessoas formadas para lutar pela causa do povo se mostram indiferentes ao sofrimento de outros indivíduos. Além de imundice, a governadora também deparou com a morosidade no atendimento dos pacientes, sobretudo as crianças em estado grave. “Os técnicos de Saúde aconselharam-nos a procurar medicamentos nas farmácias privadas, pois lá poderemos encontrar os comprimidos usados no combate à malária”, disse uma mãe que carrega uma criança doente nos braços. O mais caricato é o facto de o governo provincial vir a público afirmar, a pés juntos, que existem medicamentos nos depósitos. Quanta falta de vergonha!

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