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Xiconhoquices da semana: Contrabando de madeira; Sobrecarga de jogos ao Ferroviário da Beira; Novo calote da MAM

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Contrabando de madeira

A cada dia que passa, fica claro que não há vontade por partes das autoridades em combater o contrabando de madeira no país, um mal que tem vindo a lesar o Estado moçambicano em milhões de meticais. Aliás, os casos de corte exploração ilegal da madeira têm aumentado diariamente. A título de exemplo, três contentores de madeira do tipo pau-ferro, prestes a serem exportados ilegalmente para a China, foram, mais uma vez, confiscados em Nacala-Porto, na província de Nampula. Trata-se de madeira cortada num período de defeso especial e que chegou ao local de exportação com base numa declaração falsa, dando conta de que era castanha de caju. Esta é uma prova inequívoca que os fiscais têm sido aliciados e fazem vista grossa. O mais intrigante é o facto de os casos de género serem apenas detectados já nos recintos portuários.

Sobrecarga de jogos ao Ferroviário da Beira

Não há dúvidas que um dos principais entraves para o desenvolvimento do desporto no país são os indivíduos que estão enfrente das instituições que velam pelo desporto. Num claro exemplo de falta de bom senso e acima de tudo consciência desportiva, a Federação Moçambicana de Futebol e Liga de Clubes impuseram ao Ferroviário da Beira uma sobrecarga de cinco partidas de futebol em apenas 17 dias. Os atletas foram sumetidos a horas de viagens, e no dia seguinte terem de jogar. É vergonhosa a falta de organização dos órgãos que velam pelo futebol. O resultado dessa desumanidade foi o fraco desempenho dos “locomotivas” da Beira na Liga dos Campeões Africanos. Este é, sem dúvidas, um dos principais aspectos que faz com que o futebol moçambicano não avance.

Novo calote da MAM

Agora, já não há dúvidas que somos um país caloteiro. Após a empresa Mozambique Asset Management (MAM) falhar o pagamento da primeira prestação do empréstimo de 535 milhões de dólares norte-americanos que secretamente contraiu em 2014 junto do banco russo VTB, voltou a não honrar os seus compromissos diante dos seus credores. Esta situação coloca oficialmente Moçambique com um dos países mais caloteiro do mundo. Sem dúvidas, estas prestações o Governo de Nyusi não vai pagar por falta de vontade ou por má-fé. As mesmas dizem respeito a reestruturação da dívida que aconteceu em Abril de 2015 após ter ficado evidente que a empresa estatal não tinha viabilidade e nem sequer estava a usar os barcos de pesca, e as lanchas de patrulha. Quanta Xiconhoquice!

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