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Xiconhoquices da semana: Apedrejamento da comitiva do MDM; Imundice no Hospital; Falta de fundos para a selecção de voleibol ir a mundial

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram as seguintes xiconhoquices na semana finda:

Apedrejamento da comitiva do MDM em Cabo Delgado

Há dias, uma comitiva presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) foi apedrejada em Cabo Delgado por gente que não suporta saber que o país precisa de alternativas para ser dirigido e que supostamente nutre simpatias desmedidas pelo partido no poder, e vê a oposição como um estorvo para o alcance dos desígnios do governo do dia. O caricato nisso é que as pessoas que cometem este tipo de desmandos não passam de gente que age por emoção para agradar os seus chefes do partidão. Trata-se de gente que se envolve em comícios apenas para ganhar uma camiseta do partido de que provêm. E, apesar de não ganharem mais nada para além disso, essas pessoas dão-se por contentes. Que baixaria! Não é a primeira vez que este tipo de xiconhoquices acontece no país e as vítimas disso nunca retaliaram. Alguém imagina o que teria acontecido se se tivesse feito isso à Frelimo? A resposta é simples: toda a Força de Intervenção Rápida (FIR) de Cabo Delgado teria sido mobilizada para deter os membros do partido liderado pelo jovem Daviz Simango. Deixem o “galo” cantar! Ou há algum medo de que ele engula a maçaroca?

Imundice no Hospital Geral da Polana Caniço

Em pleno século XXI, temos no país um hospital cujas fossas estão entupidas e a transbordar águas negras, exalam um cheiro nauseabundo que infesta o meio ambiente e as instalações cedem à pressão do tempo, sem beneficiarem de manutenção. É assim como está o Hospital Geral da Polana Caniço, na capital moçambicana. Esta xiconhoquice é inadmissível, sobretudo porque os sectores reservados a consultas médicas são deveras asquerosos. É, de facto, uma situação para dizer que os pacientes que recorrem àquela unidade sanitária correm o perigo de contrair doenças originadas pela impureza do local. As casas de banho degradaram-se a ponto de serem encerradas por ausência de condições higiénicas para o seu funcionamento. Há três anos que o problema prevalece e, neste momento, os pacientes recorrerem aos balneários das pessoas que habitam próximo daquele hospital para fazerem as necessidades menores e maiores. De que adianta ir ao hospital quando se está doente? Os cidadãos queixam-se de serem mal atendidos e certos técnicos de saúde dão prioridade a quem tem dinheiro para lhes comprar “refresco”. Por isso, não espanta a ninguém que no tal hospital haja falta de medicamentos considerados vulgares, tais como o paracetamol.

Falta de fundos para a selecção nacional de voleibol participar no mundial

Na semana passada, os nosso leitores ficara a saber, por intermédio deste meio de comunicação, de que as duas duplas que formam a selecção nacional de voleibol na categoria de sub-21, feminina e masculina, não poderão disputar, entre os dias 22 e 27 do mês em curso, no Chipre, o Campeonato Mundial de Voleibol daquele escalão, por causa da suposta falta de fundos para o efeito. Pelágio Pascoal, secretário-geral da Federação Moçambicana de Voleibol (FMV), reconheceu esta xiconhoquice e disse que não dispõe de fundos para custear as despesas inerentes à viagem, estadia e alimentação dos atletas naquele país europeu. É à última hora, o Fundo de Promoção Desportiva informou de que não dispunha de verba para custear a ida das quatro duplas (Agostinho Tivane e Ronaldo Cuamba, em masculinos, Fáuzia Mussane e Lise Cambula, em femininos) para aquelas importantes competições, mas de apenas duas, ou seja, de uma selecção, a de sub-17”. Isto é realmente uma tremenda xiconhoquice porque as selecções de outras modalidades participam em certos certames no estrangeiro, gastam balúrdios e não trazem sequer um prémio.

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