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Xiconhocas da semana: Maning Nice; PGR e detenção e audição de António Muchanga; Armando Guebuza

Xiconhoquices da semana: Falta de acção disciplinar cvontra funcionários públicos corruptos; CNE...

Os nossos leitores elegeram os seguintes xiconhocas na semana finda:

“Maning Nice”

Depois de vários sinistros rodoviários que culminavam em mortes, com os leitores a manterem-se calados, estes romperam o silêncio e apelidam os gestores da companhia “Maning Nice” – que na língua de Camões significa “muito bom” – de xicos-mor. Esta qualidade ridícula surge em virtude de um autocarro de passageiros da companhia “Maning Nice”, que fazia o trajecto Beira/Nampula, se ter despistado e capotado, no domingo passado, 13 de Julho, na Estrada Nacional número um (EN1), próximo à sede do posto administrativo de Nhamapadza, no distrito de Maringue, na província de Sofala, tendo ferido 42 pessoas, três das quais em estado grave. As pessoas que acompanharam o incidente de perto sugerem que a firma devia ser banida supostamente porque está a promover chacinas nas estradadas. E não foi há pouco tempo que os xicos foram submetidos a uma inspecção obrigatória?

PGR e detenção e audição de António Muchanga

Pela segunda semana consecutiva, a detenção do membro do Conselho de Estado e porta-voz do líder da Renamo, António Muchanga, recebeu bastantes votos para a categoria de xico e mensagem indecentes que não publicamos por respeitar o bom nome das famílias dos visados. À Procuradoria-Geral da República (PGR) e a todos aqueles que orquestraram a prisão de Muchanga e anuíram para que ele fosse convidado a participar no Conselho de Estado com o intuito de detê-lo, os nossos leitores não só chamam de xicos, como também pediram, veementemente, para que lhes fizéssemos chegar a mensagem de que tal facto foi uma prova de que as instituições da Justiça falam publicamente de acesso a este direito incondicional mas em surdina agem como ratazanas que fazem o seu trabalho em silêncio e no escuro. Para os nossos leitores, não há dúvidas de que a prisão e a audição daquele político se tarata de uma provocação ao célebre “pai da democracia” e aos prosélitos do seu partido. E a atribuição da categoria serve para demonstrar que eles (os leitores) não se curvam diante de arbitrariedades e jogo político sujo protagonizados por gente que governa o país com “mão de ferro”.

Armando Guebuza

A uma certa imprensa portuguesa, o Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, cometeu o desatino de dizer, em parangonas, que vai continuar a ter influência sobre Filipe Jacinto Nyusi, em caso de este ser eleito Chefe de Estado nas eleições marcadas para 15 de Outubro próximo. Por isso, o estadista da “Pérola do Índico” ganhou o título de xico. Ninguém duvida de que que Nyusi é, por enquanto, cegamente leal a Guebuza. Entretanto, os nossos leitores consideram que o que o xico disse ao tal meio de comunicação, talvez numa tentativa de se fazer passar por um indivíduo indispensável na condução dos destinos desta nação, ou até mesmo a pensar que a mensagem chegaria aos ouvidos dos seus compatriotas, não passa de uma atitude que desvaloriza as capacidades de Nyusi. Aconselha-se a Guebuza a esperar por esse momento para ver se haverá espaço para o efeito. Se ele (o Chefe de Estado) pretende manter-se no poder e abusar continuamente das regalias, por que motivo não impôs um terceiro mandato? Eis a questão dos nossos leitores!

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