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Xiconhoquices: Comissão de inquérito para investigar abusos da FDS; EMATUM; Raptos de empresários

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Comissão de inquérito para investigar abusos da FDS

Não fosse a morbidez em que o assunto por si representa, soltaríamos sonoras gargalhadas. Os resultados da comissão de inquérito nomeada pelo Governo de Moçambique para investigar os abusos cometidos pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) em Tete roçam ao ridículo. Aliás, o Executivo moçambicano já nos habituou a estupidez desse género. Sem dúvidas, esse acto é candidato a Xiconhoquice do ano, pois se trata da maior palhaçada até aqui cometida pelo Governo de Nyussi no presente ano. Numa autêntica peça teatral, o Governo criou uma comissão fantoche para auto-investigação, e o resultado nunca poderia ser outro senão o de ilibar-se. Quanta Xiconhoquice!

EMATUM

Hoje em dia, ninguém tem dúvidas de que a Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) é o maior embuste financeiro deste país. Devido ao empréstimo contraído por essa empresa fantoche, Moçambique atravessa o seu pior momento económico. O custo de vida está cada vez mais alto e os moçambicanos são obrigados a apertar o cinto mais do que já está por causa da falta de sensibilidade de um bando de indivíduos que vive à custa do povo. Na semana finda, o Executivo de Filipe Nyusi anunciou a intenção de renegociar com os credores. A EMATUM endividou pelo menos uma geração de moçambicanos em 500 milhões de dólares norte-americanos junto do banco Credit Suisse, da Suíça, e mais 350 milhões de dólares norte-americanos com o Vnesh Torg Bank, da Rússia. Porém, o Governo responsabiliza a guerra e a seca, menos a verdadeira causa.

Raptos de empresários

Pelo andar da carruagem, tudo indica que o fenómeno de sequestros está longe do fim. O mais caricato nesta história é o silêncio cúmplice das autoridades policiais que fingem nada estar a acontecer. A título de exemplo, um cidadão, com mais de 50 anos de idade, de ascendência indiana, identificado pelo nome de Abdul Razak Abdula Valymamad, foi sequestrado na cidade de Tete por desconhecidos ainda a monte. Este é o segundo rapto de um empresário, desde o início do ano, naquela província do Centro de Moçambique e acontece menos de duas semana após a substituição do Comandante-Geral da polícia. Além de Tete, há três semanas em Maputo o proprietário de uma mercearia também foi raptado. E a Polícia, como sempre, afirma que está atrás de pistas.

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