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Xiconhocas do ano de 2015: EDM; Bancada do partido Frelimo no Parlamento; Filipe Nyusi

Xiconhocas da semana: Lizha James; Atanásio M’Tumuke; Standard Bank

Os nossos leitores decidiram que os maiores Xiconhocas do ano de 2015 foram:

EDM

 

Nos últimos 10 anos, não há registo de que a Electricidade de Moçambique (EDM) tenha prestado um serviço de qualidade aos seus clientes. Como resultado péssimo trabalho que têm vindo a fazer, milhares de moçambicanos continuam a sofrer restrições de corrente eléctrica, tudo porque a EDM não consegue reparar o problema na subsestação da Matola e tão pouco repor as torres em Mocuba. Aliás, há alguns meses, a empresa informou que oito semanas era o tempo necessário para a substituição da bobine que avariou na subestação do Fomento e teve como consequência a restrição no fornecimento de energia às cidades de Maputo e Matola. Mas, volvido esse tempo, os problemas prevalecem e não há previsão de serem solucionados a breve trecho. O pior de tudo é que a empresa não dá nenhuma satisfação aos consumidores.

Bancada do partido Frelimo no Parlamento

A cada sessão do Parlamento moçambicano fica claro que a Frelimo não está na Assembleia da República para resolver questões que preocupam o povo, mas sim para satisfazer o capricho individual de certas individualidades ligadas ao partido no poder. A título de exemplo, a bancada da Frelimo chumbou o projecto de revisão pontual da Constituição da República de Moçambique (CRM). O projecto visava alterar os artigos oito, que versa sobre o Estado unitário; 160, sobre as competências do Presidente da República, no domínio do Governo; 271, sobre os objectivos do poder local; e o artigo 272, sobre as categorias de autarquias locais, todos da CRM. Agora compreendemos o porquê do país continuar no estado em que está.

Já é sabido que a Empresa Mocambicana de Atum (EMATUM), que endividou o Estado moçambicano em 850 milhões de dólares norte-americanos, é uma verdadeira trapaça. E os arquitectos dessa pouca vergonha são figuras ligadas ao partido no poder. Por essa razão, a bancada parlamentar da Frelimo rejeitou a possibilidade de constituição de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a EMATUM. É de conhecimento de todos que a empresa foi criada num cenário corrupto que envolve o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, o actual Chefe de Estado Filipe Nyusi e o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang. A Frelimo justifica que não se pode criar a comissão sob o risco de ferir o princípio de separação de poderes. Na verdade, a bancada parlamentar da Frelimo é cúmplice nesse negócio obscuro que colocou o país numa situação de instabilidade financeira.

Filipe Nyusi

Numa atitude que nos faz lembrar do comportamento de um verdadeiro Xiconhoca, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, continua a fazer ouvidos moucos diante da gritante sujeira que infesta o seu Governo. O Chefe de Estado assiste, sereno, a uma grotesca violação da Lei da Probidade Pública protagonizada por alguns ministros que constituem o seu Governo. O silêncio de Nyusi diante dessa situação é, na verdade, um insulto para o povo moçambicano que com muito suor paga impostos.

Nyusi, que por sinal é o Comandante em Chefe das Forças Armadas de Moçambique (FADM), continua a falar em diálogo para paz, mas nada diz a respeito do cerco feito ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Presentemente, não se sabe do paradeiro do líder da Renamo. Na verdade, o Chefe do Estado fingia que o problema não lhe diz respeito. No cúmulo da sua Xiconhoquice, ele afirmou, aquando das celebrações dos 40 anos da Rádio Moçambique (RM), que aquele órgão de informação que vive à custa dos impostos dos moçambicanos não se pode deixar distrair com a concorrência pouco patriótica. Qual seria essa concorrência pouco patriótica? Sem dúvidas, não é por a caso que a RM é o que é: um pé de microfone do partido no poder.

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