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Xiconhoca da semana: Um homem de Cuamba; Alexandre Manguele; Governo de Magude

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

1. Um homem de Cuamba

Um Xiconhoca que pensa que respira autoridade impediu a distribuição do Jornal @Verdade na Escola Secundária de Maganga, em Cuamba. Os alunos, que não são parvos, saíram do recinto escolar para receber um jornal, algo que raramente circula por aquelas bandas, mas o Xiconhoca tratou de identificar os estudantes e arrancar todos os jornais, os quais estão, neste momento, em local incerto.

Com este tipo de atitudes não é só o Jornal @Verdade que não alarga o seu número de leitores, mas é o país que não avança. Um jornal não pode, para qualquer pessoa sensata, representar uma ameaça. Aliás, é através dos órgãos de informação que a cidadania germina e as pessoas descobrem que as suas vozes podem chegar mais longe. Pena que os Xiconhocas de Cuamba não compreendam…

2. Alexandre Manguele

O silêncio de Alexandre Manguele, ministro da Saúde, é revelador de duas coisas. Primeiro, não é a pessoa certa para o lugar. Segundo, grande parte das mortes que estão e podem acontecer são da sua responsabilidade. Manguele não estabeleceu pontes de diálogo depois da primeira greve e não teve cintura para evitar que estudantes finalistas reprovassem por causa de duas semanas de estágio.

Resultado: o país deu-se a um luxo demasiado caro para a vida dos cidadãos. Um país com cerca de 1200 médicos não pode reprovar médicos estagiários por simples birra política. Manguele foi Xiconhoca porque não conseguiu travar uma greve que poderia ser evitada pelo diálogo.

3. Governo de Magude

O governo distrital de Magude enviou uma carta solicitando que os agentes económicos locais contribuíssem para a visita do Chefe de Estado àquele ponto do país. Os homens de negócios foram obrigados a prestar vassalagem ao grande líder e a evocar um amor desmedido pela sua figura. Não convém, para não manchar as páginas deste jornal, citar o nome do responsável por esta pelintragem. Mas que é Xiconhoca não há a mínima margem para dúvidas.

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