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Xiconhoca da semana: Paulo Zucula; Gert Engels; Polícia

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhocas na semana finda:

1. Paulo Zucula

O ministro dos Transportes e Comunicação foi ao Japão para insultar os moçambicanos. Paulo Zucula perdeu uma monumental oportunidade de ficar calado. Afirmou, para quem quis ouvi-lo, que os camponeses são analfabetos. Ou seja, não sabem escrever e foram manipulados por uma mão externa. Só quem não conhece a União Nacional dos Camponeses pode reduzir um grupo de pessoas a tanto.

É mesmo por ignorância que Zucula diz isso. Para que todos vejam, é bom transcrever o insulto que lhe garante, esta semana, o título de Xiconhoca- -mor: “Se eles (camponeses) tivessem mesmo escrito, eu haveria de dizer que o analfabetismo já acabou em Moçambique. Mas os nossos camponeses ainda são analfabetos para fazer uma carta tão perfeita como aquela. Alguém fez por eles e não sei porquê”.

2. Gert Engels

Este é um Xiconhoca que se pode compreender porque o futebol é um desporto que mexe com massas. E como o futebol é paixão, torna-se natural que os alvos a abater sejam os mais visíveis. Contudo, existem Xiconhocas bem maiores do que Gert Engels. O timoneiro da Federação Moçambicana de Futebol é um dos Xiconhocas que merecem maior protagonismo nesta derrota humilhante.

Faizal é Xiconhoca porque nunca apresentou uma ideia para tirar o futebol do marasmo. E Gert Engels é Xiconhoca exactamente por aceitar liderar o futebol de um país onde não é possível desenvolver seja o que for. Gert até pode ser um autêntico incompetente, mas é complicado destrinçar a sua quota de culpa num futebol que não produz talentos.

3. Polícia

Quando um indivíduo que deve fazer cumprir a lei desrespeita a farda que veste, há muito pouco para dizer. O agente, nos tempos que correm, deixou de merecer o respeito do cidadão. Chegou ao Jornal @Verdade, por intermédio dos nossos leitores, a imagem de um Xiconhoca de farda numa motorizada de quatro rodas em contra-mão. Outro agente Xiconhoca deteve uma enfermeira pelo facto de um paciente ter morrido.

Os postos de recenseamento também sofrem com a acção destes Xiconhocas de farda. Os nossos leitores dizem que é mais segura a companhia de um foragido da lei do que de um polícia. A diferença é que já sabemos o que esperar de um larápio, mas de um agente da lei e ordem podemos esperar tudo e mais alguma coisa.

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