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Xiconhoca da semana: Gabriel Muthisse; EDM; Cúpula da Comissão Nacional de Eleições

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os leitores do @Verdade classificaram como Xiconhocas na semana:

Gabriel Muthisse

No seu recente relatório, a União Europeia (UE) diz que Moçambique, Zâmbia, Filipinas e Sudão melhoraram bastante, nos últimos anos, os serviços de aviação civil e se continuarem com esta tendência podem, no futuro, sobrevoar o espaço europeu. Porém, pelo quarto ano consecutivo, Moçambique é mantido na “lista negra” das companhias proibidas de operar na Europa, por não criar um quadro legal que regule a actividade de aviação civil, supervisionando sempre as companhias aéreas, por exemplo.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, não conteve a histeria e disse “O grande problema é que eu não trabalho para os europeus, mas, sim, para os moçambicanos, sendo que os trabalhos de melhoria dos aeroportos, compra de novos aviões e capacitação da nossa instituição não são para os europeus”. Cuidado com a boca e a língua, senhor ministro!

EDM

A empresa pública Eletricidade de Moçambique (EDM) presta mau serviço; padece de falta de transparência e está politizada; aplica tarifas de energia mais altas da região Austral de África, apesar de o país ser um dos maiores produtores; é uma firma sem credibilidade dentro e fora de Moçambique – excepto para os políticos do partido no poder, que a cada dia não escondem a sua ambição de fazer com que o país pareça só deles e a sua impotência é de tal sorte que não consegue cobrar as dívidas acumuladas pelas instituições públicas, que têm estado a consumir gratuitamente a electricidade porque a elite política não permite que se faça uma cobrança coerciva.

Consequentemente, há milhões de meticais perdidos. Os problemas de que padece a EDM preenche uma lista que não caberia em nenhum arquivo do mundo. É esta firma da qual se espera um serviço público eficiente e eficaz enquanto controlada por um punhado de políticos?

Cúpula da Comissão Nacional de Eleições

Depois de a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ter dito que os editais da centralização e apuramento dos resultados das eleições elaborados pelas comissões províncias de eleições e pela própria CNE estavam em poder do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), e este ter refutado tal situação, disse que o material em causa estava no Conselho Constitucional (CC), o que também não constituía verdade. Será que a CNE queimou os editais?

É que o CC notificou o órgão cujo presidente é Abdul Carimo para enviar, dentro de 48 horas, a contar desde sábado (13), os editais em alusão, bem como os de apuramento distrital ou de cidade dos resultados eleitorais, elaborados pelas comissões de eleições da cidade de Quelimane, Alto Molócue, Ile, Inhassunge, Lugela, Maganja da Costa, Milange, Mocuba, Namacurra, Namarrói, Nicoadala e Pebane, todos da província da Zambézia, mas o que foi entregue são actas assinadas pelos vogais.

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