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Xiconhoca da semana: Armando Emílio Guebuza; Afonso Dlhakama; Helena Taipo

Xiconhoca da semana: Mulher que trancou as filhas em casa e ateou fogo; Jorge Khalau prometeu...

Os leitores do @Verdade nomearam esta semana os seguintes Xiconhocas:

1. Armando Emílio Guebuza

Os leitores não escolheram por essa ordem. Porém, por uma questão de hierarquia, optamos por colocar, primeiro, Armando Emílio Guebuza no topo das listas dos Xiconhocas. As justificações, essas, inundaram a nossa caixa de e-mail. “Guebuza é um Xiconhoca porque pensa, primeiro, nos seus negócios e, depois, na sua arrogância e, por último, se der tempo, no povo”, essa foi a primeira das 1745 mensagens que recebemos.

“O Presidente da República devia fazer tudo e mais alguma coisa para impedir o que aconteceu em Muxúnguè, mas parece que não lhe interessa. Mas também não são os seus filhos e nem os seus camaradas que morrem”, disse outro leitor.

Mais contundente, diga-se, foi a mensagem de um leitor de Chibabava: “Guebuza é um traidor. Vai jantar em casa do presidente da Vale, fica em silêncio quando moçambicanos são mortos, aplaude a acção da FIR, rouba desavergonhadamente os nossos recursos, tem interesses em todos os ramos de actividade no país, é sócio da TATA, é conhecido como mister 5 porcento. Com tudo isto só podia ser o Xiconhoca do ano”…

2. Afonso Dlhakama

Recebeu tantos votos quanto os do Presidente da República. Os motivos da escolha são vários e começam no discurso delirante de Dlhakama e vão desembocar no clima de medo que se instalou por obra e graça do líder da oposição e do “estadista mais arrogante de que há memória em Moçambique”.

O problema, dizem os leitores, não se prende com o facto de os homens da Renamo terem dado a mesma dose de medicina que os homens da musculosa FIR aplicam ao povo, mas sim com a mensagem belicosa dele e dos seus homens. Ninguém pode afirmar, em justa medida, que os ataques que ceifaram a vida de civis foram protagonizados pelos homens da Renamo. Contudo, o que sucedeu em Muxúnguè semeia a dúvida, o medo e o espectro de guerra.

“Dlhakama é um Xiconhoca porque, parece, perdeu o controlo dos seus homens e pode levar o país – ele e Guebuza – a mais uma guerra fratricida e estúpida”.

3. Helena Taipo

Uma mensagem refere que a ministra do Trabalho entendeu mal a mensagem de sua ‘Santidade Sumo Pontífice Líder Visionário’ segundo a qual “não queremos patrões estrangeiros”. Ou seja, a Xiconhoca do pelouro do trabalho compreendeu que os treinadores estrangeiros fazem correr em demasia os atletas nacionais e, por isso, devem ser escorraçados do país.

Outro leitor mais atento fez saber que o esposo de Taipo foi, em tempos, adjunto de um seleccionador nacional que disse que só prestava contas ao chefe de Estado. Nessa vertente não seria de estranhar se o mesmo ocupasse uma das cadeiras dos treinadores que Taipo quer ver fora do país…

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