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Violência ‘aceitável’ na África do Sul

Um novo relatório publicado na África do Sul diz que a violência está profundamente impregnada no tecido social do país e não pode ser resolvida simplesmente através do sistema de justiça criminal. Um estudo oficial diz que muitos sul-africanos aprendem a aceitar a violência como forma de resolver conflictos e diferenças.

O relatório elaborado pelo Centro para o Estudo da Violência e Reconciliação a pedidos do governo, diz que as prisões fortalecem as tendências agressivas de muitos prisioneiros e acrescenta que a cultura de violência deve ser combatida com serviços correcionais. O documento refere que a desigualdade, a pobreza, o desemprego e o passado colonial e do apartheid são factores que contribuem para as altas taxas de criminalidade na África do Sul onde, em média, são cometidos 46 homicídios todos os dias.

Os autores concluíram que 21% dos suspeitos em homicídios resultantes de uma discussão e 31% dos suspeitos de homicídios relacionados com outros crimes tinham menos de 20 anos. “Isto indica que o problema dos crimes violentos está associado em parte à juventude”, disseram os autores.

O estudo sugere que em vez olhar por exemplo para crimes de roubo, sequestro e contacto, a polícia deve priorizar a violência armada e sexual, para tratar de forma igualitária com os crimes mais graves que afectam as camadas sociais mais baixas.

O relatório conclui com seis recomendações que podem contribuir para controlar os crimes violentos no país: fortalecer a investigação criminal; dar enfâse a assuntos de justiça que envolvem crianças; dar prioridade à violência sobre os pobres; apoio ao desenvolvimento positivo da juventude; mobilização social contra a violência; e apoio à reabilitação de criminosos.

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