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Vilas do Milénio beneficiaram 815 famílias em técnicas de produção

O Programa Nacional Vilas do Milénio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), através dos nove Centros de Demonstração de Resultados (CDR’s) para a transmissão de conhecimentos sobre técnicas melhoradas de produção aos camponeses, estão já a beneficiar 815 agregados familiares.

O facto foi revelado, segunda-feira, em Maputo, pelo director do Centro de Investigação e Transferência de Tecnologia para o Desenvolvimento Comunitário, Henrique Cau, na Reunião Anual do Programa Vila do Milénio, tendo destacado que através deste programa foram introduzidas 13 novas culturas nas cinco vilas existentes em todo o pais.

Trata-se das culturas de beringela, Pepino, pimento, cenoura, cebola, batata Reno, milho matuba, amendoim, feijão nhemba, feijão oloco, batata-doce e mandioca, facto que contribuiu para a diversificação da dieta alimentar e nutricional, aumento da áreas de cultivo e para a geração de renda.

O programa que, segundo Cau esta a ser implementado nas Vilas do Milénio de Chibuto e Lionde na província de Gaza, Intoculo e Lumbo em Nampula e Malua na Zambézia, contando com apoio financeiro do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), do Japão e Portugal, esta a desenvolver acções no pilares da Agro-pecuário, Educação, HIV/SIDA e género, Saúde e infra-estruturas.

“O número de vilas vai aumentar nos próximos anos e já esta a perspectiva para breve a criação da Vila de Chitima no distrito de Cahora Bassa na província de Tete” disse Cau , destacando que tudo esta ser feito para salvaguardar a transferência de conhecimento dos cientistas ou investigadores para as comunidades.

As acções realizadas em 2010, segundo Cau, estiveram virados para o reforço da capacidade nacional de gestão do projecto através da descentralização da gestão de fundos para a base numa acção acompanhada com a formação de pessoal a nível central e das Vilas do Milénio.

A aposta segundo a fonte teve em vista encontrar um modelo que permita que as comunidades se sintam envolvidas na liderança, para reforçar a gestão financeira a nível local.

A ideia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e criar, a partir das actuais vilas pequenas aldeias do milénio nas regiões circunvizinhas como replica que servira para a criação de condições para uma constante interacção entre os intervenientes.

Para a prossecução dos seus objectivos o programa, logrou em 2010 estabelecer duas parcerias institucionais, sendo uma com a Faculdade de Veterinária da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para a produção animal, e com o Instituto Nacional de Aquacultura para a implementação de projecto de piscicultura.

“O maior desafio que se coloca ao programa e garantir a fluidez no processo de gestão financeira, tendo em vista a disponibilização de recursos financeiros e materiais antecipadamente para assegurar a implementação integral das actividades e responder cada vez melhor os anseios das comunidades”, disse Cau.

O outro desafio crucial, segundo Cau, prende-se com a melhoria na planificação e coordenação com os parceiros por forma a minimizar os factores adversos como e o caso da falta de recursos materiais para o programa e a capacitação do pessoas sobre os procedimentos administrativos sobretudo na área de gestão financeira.

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