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Vídeo mostra execução de rebeldes sírios por facção uma ligada à Al Qaeda

Os militantes ligados à Al Qaeda executaram em público o comandante de uma facção rebelde rival e seis dos seus homens, de acordo com as imagens de um vídeo amador que mostra a matança, como parte de uma campanha para enfraquecer outros grupos rebeldes sírios.

O Estado Islâmico no Iraque e o Levante, uma das organizações que tentam depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, vem tirando proveito do vazio de poder nas áreas sob controle rebelde para impor a sua autoridade sobre vertentes mais moderadas da oposição armada.

O vídeo, divulgado na Internet na quarta-feira pelo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, organização anti-Assad, mostra homens armados em roupas pretas de pé sob uma faixa do grupo Estado Islâmico. Segundo o Observatório, o vídeo foi feito na cidade de Atarib, província de Idlib, no norte da Síria.

A autenticidade não pôde ser confirmada por fonte independente. Um mascarado no vídeo identifica sete homens ajoelhados como sendo membros da brigada Ghurabaa al-Sham, grupo islâmico moderado, um dos primeiros a entrar na luta contra Assad. Um homem que parece ser o comandante Hassan Jazera está entre eles.

“Hassan Jazera é o mais corrupto e o maior ladrão”, disse o mascarado. Ele falava num microfone para uma multidão de homens, dos quais alguns usavam celulares para filmar a execução. Lendo um texto numa folha, ele dizia que os homens do grupo de Jazera também tinham sido acusados de sequestro e haviam sido julgados numa corte religiosa dirigida pelo grupo Estado Islâmico.

Depois, eles foram mortos com um tiro na cabeça. Em Maio, uma aliança de grupos islamistas voltou-se contra o Ghurabaa al-Sham, depois de um desentendimento sobre o controle do território e queixas de saques. A unidade de Jazera, de cerca de 100 combatentes, foi tudo o que restou dos quase 2 mil membros do Ghurabaa al-Sham, disseram integrantes desse grupo à Reuters meses atrás.

Jazera e os seus homens foram presos pelo Estado Islâmico há um mês, segundo o Observatório, entidade com sede na Grã-Bretanha. A ascensão da Al Qaeda na Síria forçou algumas autoridades no Ocidente a moderar os seus chamados pela remoção de Assad do poder. Em Agosto, o Estado Islâmico assumiu o controle da cidade de Azas, na fronteira norte, expulsando da área unidades do grupo Exército Sírio Livre.

Na sexta-feira, o Estado islâmico capturou uma outra cidade na fronteira, retirando do poder uma organização islamista moderada e prendendo o seu líder. O levante sírio contra quatro décadas da família Assad no poder começou em 2001 e transformou-se em guerra civil depois de as forças de Assad terem disparado contra manifestantes e posto os tanques nas ruas para esmagar o movimento de protesto. Mais de 100 mil pessoas foram mortas no conflito e milhões tiveram de abandonar as suas casas.

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