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Vida de Marcelino marcada por convicção, persistência e coerência

O presidente da Frelimo, partido no poder em Moçambique, Armando Guebuza, enalteceu, esta segunda-feira, os feitos do veterano de luta armada de libertação nacional e antigo presidente do parlamento moçambicano, Marcelino dos Santos, considerando que a sua vida e obra foram marcadas pela convicção, persistência e coerência.

Guebuza, que discursava durante a cerimónia de homenagem, por ocasião do 80/o aniversário deste poeta, nacionalista e político, realçou que ele (Marcelino) teve sempre a certeza de que os seus ideais e os ideais do povo, que nortearam a luta contra a dominação, triunfariam.

“Não têm razão os que dizem que a idade é o preço que temos que pagar pela maturidade. Eles não podem ter razão porque quando pensaram nisso não pensaram em ti, camarada Marcelino, que assumiste maturidade, precocemente, para responder ao chamamento da Pátria Amada, ocupada, oprimida, explorada”, disse Guebuza.

Num discurso marcadamente poético, o presidente da Frelimo acrescentou que “eles não pensaram num aspecto que a tua vida e obra representam e que nenhum elogio pode realmente destacar e apreciar devidamente”. Recordou, na ocasião, os difíceis momentos da luta armada quando alguns pessimistas consideravam a independência nacional como uma miragem, mas que essa convicção, a persistência e a coerência de Marcelino foram marcantes.

Aliás, Guebuza citou alguns versos de um dos poemas de Marcelino, no qual ele encorajava “os camaradas” a avançar na frente da luta, apontando ser exemplo dessa convicção e coerência. “Só quem, como tu, vivia, de forma intensa, e era obreiro dessa epopeia literária: tinha a certeza de que a nossa causa era justa; que a nossa luta estava a triunfar; e, por isso, mobilizava mais compatriotas para essa causa”, sublinhou o Presidente da Frelimo.

Hoje, segundo Guebuza, os moçambicanos, em diferentes cantos do país, têm referências sobre antes e pós independência. Guebuza referia-se as conquistas alcançadas pelo povo moçambicano em vários domínios socio-económicos e que resultaram na melhoria das condições de vida. Como que a realçar o seu empenho pela causa do partido, o presidente vincou que a família de Marcelino são os membros das organizações sociais da Frelimo e, enfim, é o povo moçambicano.

“Este é povo para quem tiveste que assumir a maturidade, precocemente, para lutar pela sua liberdade e independência”, afirmou. Segundo Guebuza, a melhor forma de celebrar o aniversário de Marcelino passa pela valorização do seu espírito de luta, sobretudo agora em que os moçambicanos têm uma nova missão: a luta contra a pobreza.

“Os melhores aniversários natalícios não são os que celebramos agora. Os melhores aniversários são aqueles que estão por vir”, sublinhou. Na ocasião, as organizações sociais da Frelimo ofereceram ao aniversariante várias prendas, em recordação dos seus 80 anos e dos seus feitos pela causa da nação moçambicana.

Marcelino dos Santos nasceu no Lumbo, na província nortenha de Nampula, em 20 de Maio de 1929. Seu pai era operário nos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM). Ele foi membro fundador da então Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), organização fundada em 1962, onde assumiu os mais altos cargos. Com a formação do Partido Frelimo em 1977, é eleito membro do Comité Central (CC) e Secretário do CC para a Política Económica. É designado, em 1977, Secretário Permanente de Assembleia Popular. Em Janeiro de 198, e eleito Presidente da Assembleia Popular, o parlamento e, em 1994, retira-se da vida política activa.

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