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Viatura divide-se em três após embater em árvores na Beira

Uma viatura ligeira da marca Toyota Cresta, cuja matrícula se desconhece, ficou dividida em três partes após embater violentamente contra duas árvores na madrugada de sábado, na estrada nacional número seis (N6), no troço entre a ponte do Aeroporto e a fábrica de tubos, no bairro do Vaz, na Beira, matando três dos quatro ocupantes que nela se faziam transportar.

Até à tarde de sábado não eram conhecidas as identidades das três vítimas mortais. Apenas era conhecido o primeiro nome do único (ainda) sobrevivente do acidente, Atanásio, por sinal o condutor do carro, o qual se encontra a receber cuidados médicos na sala de reanimação do Hospital Central da Beira, na sequência dos traumas graves que contraiu na cabeça.

A Reportagem do jornal Diário de Moçambique fez-se ao local do sinistro na manhã de sábado, tendo apurado que o desastre deu-se por volta das duas horas da madrugada. Os vestígios da violência do acidente são desoladores, pois, além de o carro ter ficado em pedaços, os assentos encontravam-se totalmente desfeitos, as chapas de matrícula não se viam, incluindo outras tantas peças que já não se reconheciam. No local era possível ver garrafas de cerveja, sapatos e outros pertences dos ocupantes, numa clara demonstração de que os ocupantes estavam a consumir bebidas alcoólicas.

Informações colhidas no local dão conta que os ocupantes trabalhavam para uma empresa denominada Ouro Branco, em Maputo, e que se encontravam na cidade da Beira em missão de serviço. Antes do acidente, isto na noite de sexta-feira, segundo testemunhas, os ocupantes da viatura terão estado numa discoteca. Foi no regresso à baixa da cidade, de madrugada, que o quarteto optou pela chamada auto-estrada, provavelmente circulando a grande velocidade.

A equipa da Polícia de Trânsito que esteve no local não tem dúvidas que o estado em que a viatura ficou revela claramente que o acidente terá sido provocado por excesso de velocidade, resultado da condução sob efeito de álcool, isto a avaliar pelos vestígios de garrafas de bebidas alcoólicas encontradas entre os destroços do carro. “É difícil descrever este acidente, pois pode ser o primeiro do género a acontecer na cidade da Beira, em que um carro se divide em três partes. Até parece que alguém terá levado machado e cortado o carro em pedaços.

Os vestígios falam por si; existem garrafas de cerveja no chão, o que nos leva a crer que os ocupantes estavam sob efeito de álcool e que na altura do acidente o condutor tinha o carro a alta velocidade” — disse Jone Peralto, agente de Polícia de Trânsito (PT) que na altura se encontrava a regular a circulação automóvel no local.

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