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Vestuário “Made in Mozambique” no mercado norteamericano

A fábrica Moztex (ex-Texlom), uma unidade industrial pertencente a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, vai exportar, a partir de Maio próximo, diversas peças de vestuário “Made in Mozambique” para os EUA.

Esta informação foi avançada, segunda-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, sul do país, pelo embaixador da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento para Moçambique e países de expressão portuguesa, Nazim Ahmad.

O negócio já se encontra na sua fase derradeira, faltando apenas apurar as quantidades que serão exportadas para o mercado norte-americano.

Segundo Nazim, que falava a jornalistas no fim da visita de uma delegação governamental à Moztex, o objectivo da Rede Aga Khan é atacar grandes mercados mundiais, nomeadamente EUA e Reino Unido.

Actualmente, a Moztex está a exportar exclusivamente para a África do Sul que, semanalmente, recebe milhares de peças de vestuário com a etiqueta “Made in Mozambique”.

De salientar que a matéria- prima para a produção do vestuário é adquirida na China, como forma de responder a exigência do cliente sul-africano.

“Estamos a finalizar um acordo de exportação para os EUA. O nosso objectivo não é só chegar à África do Sul, mas ao mundo no geral. Queremos criar aqui na Moztex um grupo jovem que se dedique cada vez mais a produção de vestuário e se a qualidade for ao nível que eles (mercados dos EUA e Reino Unido) exigem, estamos convictos que vamos triplicar as nossas exportações” referiu.

Caso se concretize este acordo, a Moztex terá que investir para aumentar a sua capacidade fabril através da instalação de um maior número de máquinas e contratação de mão-deobra, o que poderá implicar um investimento de cinco milhões de dólares.

Segundo Nazim, a Rede Aga Khan pretende rentabilizar as instalações onde funciona a Moztex, introduzindo outras actividades industriais.

O embaixador não revelou o tipo de actividades, limitando-se a afirmar que a se concretizar aquele empreendimento o mesmo poderá empregar cerca de três mil pessoas.

“Nós temos aqui um pólo para a actividade industrial. A Moztex é uma parte e estamos a negociar acordos para a introdução de novas actividades industriais, que a se concretizarem poderão empregar cerca de três mil pessoas” disse.

Neste momento a Moztex está a preparar um lote de 30 mil peças de vestuário que nesta terça-feira seguem para a vizinha África do Sul.

A volta destas exportações circulam rumores alegando que o vestuário para crianças e adultos, bem como mantas, e outros produtos da Moztex são colocados selos da África do Sul e Quénia, ou seja, têm selos de “Made in South Africa” ou “Made in Kenya”, sendo comum ver as mesmas roupas nas lojas nacionais.

Entretanto, durante a visita da delegação governamental chefiada pelo viceministro da indústria e comércio, Kenneth Marizane, foi possível acompanhar o processo de colocação da etiqueta com o selo “Made in Mozambique”.

De acordo com dados recolhidos pela AIM, a Moztex exportou para a Africa do Sul desde o início da sua produção cerca de 500 mil peças de vestuário.

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