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‘@Verdade EDITORIAL: Moçambicanos: um povo rico e generoso

Não é preciso pendurarmo-nos nos relatórios lavrados nalguns escritórios em Maputo, cujos resultados do estudo dependem do humor dos nossos pseudo-especialistas que vivem numa constante modorra física e, com uma chávena de café e salgadinhos de lado, produzem os documentos eivados de nada e de nenhuma coisa, para ter a real dimensão da desgrenhada miséria para qual o Governo da Frelimo empurrou (e continua a empurrar) os moçambicanos. Basta derrubarmos as ameias ideológicas e revestir-nos de sentimento e juízo para vermos a preocupante situação financeira a que nos encontramos.

Basta abandonarmos o sossego dos nossos lares e o conforto da nossa mediocridade para nos depararmos com a realidade mais obscena sem precedentes que hoje o país atravessa. Só não vê que não quer ver.

Primeiramente, diante da actual situação financeira, provocada pela EMATUM, o pensamento que tínhamos é de que os moçambicanos eram um povo rico e com muito dinheiro sobrando nos bolsos. Mais tarde, surgiu-nos um pensamento contrário. Ou seja, os moçambicanos não eram um povo rico, eram, na verdade, apenas um povo generoso. Porém, presentemente, apercebermo-nos de que os moçambicanos para além de ricos, são generosos, até porque só um povo rico e generoso acha normal e aceitável quitar as dívidas da EMATUM e da Proindicus, contraídas ilegalmente pelo Governo da Frelimo para fins obscuros.

Na verdade, nessa história toda, o mais preocupante é o silêncio cúmplice dos moçambicanos que não se mostram indignados com a dívida de mais de um bilião de dólares norte-americanos que hipoteca o futuro de toda uma nação. Dito sem metáforas, as próximas gerações de moçambicanos estão condenados a viver à pão e água devido a essa irresponsabilidade de um Governo que só pensa no seu próprio umbigo.

Os moçambicanos assistem serenos a esse cenário. Só um povo rico e generoso não reclama e não se importa em pagar um empréstimo que não se destinou à construção de hospitais, escolas, estradas, entre outras infra-estruturas socio-económicas para o bem do país. Só um povo rico e generoso não sai às ruas para exigir explicações ao Governo de turno, e aceita de ânimo leve pagar, com o suor do seu trabalho, uma dívida que se destinou a ampliar patrimónios financeiros pessoais de certas figuras ligadas ao partido Frelimo.

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