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Vendedores e município estão de costas voltadas em Nampula

Alguns proprietários de barracas localizadas no mercado 25 de Setembro, na cidade de Nampula, estão agastados com a edilidade local e acusam o pelouro de Mercados de Feiras de expropriação das suas barraca para supostamente vender a cidadãos estrangeiros.

As barracas daquele mercado, vulgo Matadouro e Resta, são as mais procuradas pelos forasteiros, alguns dos quais de origem somali, senegalesa, maliana, congolesa, etíopes.

Por conta desta situação, os presumíveis lesados ameaçam desencadear uma retaliação sem precedentes contra os funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN) envolvidos negócio e acusam o vereador dos Mercados e Feiras, Saíde Ali, de ser o mentor do tal problema com o objectivo de tirar proveito pessoal.

Por sua vez, o director do Mercados e Feiras no CMCN, Gamito dos Santos, confirmou ao @Verdade que até semana passada mais de 400 barracas de cidadãos nacionais já tinham sido cedidas a estrangeiros, mas não através da venda.

Segundo explicou a fonte, o grosso das barracas queimou num incêndio que deflagrou em Novembro passado, destruindo mais de 500 destas infra-estruturas no bairro Central dos Poetas.

Os comerciantes moçambicanos disseram que têm tentado sem sucesso falar com o edil Mahanudo Amurane, a quem pretendem manifestar o seu descontentamento e discutir o caso para se encontrar possíveis soluções.

Um dos proprietários da barracas em alusão, cuja identidade omitiu, disse que foi dado 48 horas para renovar a sua licença e ainda foi-lhe aplicado uma multa de mais de 10 mil meticais, mas não sabe por que razão. O cidadão queixa-se igualmente de actos de intimidação por parte da Polícia Municipal.

Entretanto, Gamito dos Santos disse que as barracas atribuídas a outras pessoas interessadas em fazer negócio estavam encerradas há bastante tempo, encontravam-se num estado deplorável e algumas vezes serviam de esconderijo de malfeitores.

“Há muita procura de barracas desocupadas por parte de estrangeiros”, afirmou Gamito dos Santos, para quem “tudo é feito dentro das normas”.

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