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Vale Moçambique produz fertilizantes com recurso ao fosfato

Um complexo industrial para a produção de fertilizantes com recurso ao Fosfato, poderá ser implantado nos próximos tempos no distrito costeiro de Nacala-a-velha.

Orçado em 3 biliões de dólares americanos, o empreendimento, que conta com o financiamento da empresa “Vale Moçambique”, será implantado na zona de Nanare e ocupará uma área de 700 hectares de terra.

Neste momento, decorrem junto das autoridades administrativas da província de Nampula, as deligências burocráticas visando a cedência do espaço aos investidores.

Se tudo correr consoante a previsão, as obras de implantação física do projecto, iniciarão em 2014, segundo Daniel Chapo, administrador de Nacala-a-velha, que acrescentou haver grande empenho do investidor em ver materializado este empreendimento.

Como ganhos directos das comunidades, consta que haverá emprego para mais de 2 mil pessoas, isso na fase de instalação da fábrica.

Falando especificamente do processo de extracção do Fosfato, dados em nosso poder indicam que, desde o ano de 2007, data do início das sondagens para aferição do nível de ocorrência daquele minério em Evate, no distrito de Monapo, foram levadas a cabo actividades técnicas, como as relacionadas com os ensaios dos minérios em laboratórios, estudos de préviabilidade, trabalhos de licenciatura ambiental, acções que já consumiram 20 milhões de dólares americanos.

Para a exploração de Fosfato de Evate, a Vale Moçambique prevê a contratação de cerca de 800 trabalhadores durante os 28 anos de vida do projecto, facto que a torna no segundo maior empreendimento na área mineira ao nível da província de Nampula, depois do Projecto de Areias Pesadas de Moma.

No concernente às necessidades em energia eléctrica, prevê-se que o empreendimento venha consumir aproximadamente 60 MW. Em face do grande consumo de energia eléctrica, estão a ser estudadas duas alternativas capazes de assegurarem uma energia de qualidade sem afectar os outros consumidores.

A primeira possibilidade é de abastecer a mina com a energia eléctrica fornecida pela rede do sistema nacional de distribuição, o que implicará a construção de uma subestação em Monapo, outra em Nacala-Porto e a outra proveniente da construção de uma termoeléctrica a carvão mineral, com consumo anual de cerca de 300 mil toneladas de carvão.

Porque o projecto vai necessitar de grandes quantidades de água em todas suas estruturas e fases, desde o processo de tratamento e produção do minério, incluíndo alguns sectores de apoio (numa média de 2.400 metros cúbicos/hora), a alternativa sugerida consiste na construção de uma barragem junto do rio Monapo.

De referir que, para além do interesse na instalação do complexo fabril para produção de Fertilizantes, a Vale Moçambique pretende, igualmente, investir na construção em Nacala-a-velha de uma terminal do carvão mineral extraído em Moatize, na província de Tete.

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