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Machili sugere estudo da história do jornalismo moçambicano

O professor Dr. Carlos Machili sugeriu, terça-feira, que as universidades, particularmente as faculdades de comunicação e escolas de jornalismo no país passem a ter uma cadeira direccionada à história do jornalismo moçambicano como forma de salvaguardar, por um lado, o conhecimento dos factos por parte dos novos apaixonados pela profissão e, por outro, para que estes fiquem a conhecer a realidade da trajectória.

Falando numa conferência, que está a decorrer na cidade do Maputo, sobre os novos media e liberdade de expressão em Moçambique, promovida pela UNESCO, em parceria com algumas entidades nacionais, entre as quais o Sindicato Nacional de Jornalistas, o MISA, a Escola Superior de Jornalismo, o GABINFO e o CSCS, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e de Expressão, ontem assinalado, Machili lembrou que os grandes jornalistas de hoje tiveram um caminho sinuoso ao passarem por várias etapas desde a independência até aos dias de hoje, que os jovens devem conhecer.

Em relação ao acesso às fontes de informação, Machili recomendou aos jornalistas séniores que procurem melhores formas de ter acesso à informação e não esperem facilidades do poder.

Comentando uma intervenção, observou em tom de ironia: vocês estavam à espera que um ministro aparecesse a dizer, naquela altura próxima das eleições, que o grupo dos G19 retiveram-nos tantos milhões de dólares? Esse ministro não seria demitido imediatamente por Guebuza?

Acusou aos jornalistas de, na qualidade de caçadores de informação, demonstrarem preguiça. Um jornalista que não sabe caçar informação deve mudar de profissão, disse Tomás Vieira Mário disse que, para ele, este problema de acesso à informação é mais de carácter cultural do que de lei.

Sublinhou a propósito que podemos ter uma lei muito bonita, mas se a mentalidade dos poderes se mantiver nada vai mudar. Ainda terça-feira, vários outros oradores passaram pelo pódio do Centro de Conferências Joaquim Chissano.

Mateus Vilanculos, director da Faculdade de Comunicação da UCM em Nampula, falou sobre a promoção da Liberdade de Expressão, Eduardo Constantino secretário geral do SNJ, dissertou sobre a independência editorial dentro dos novos media, enquanto que Carlos Coelho, jornalista e jurista em Nmpula, apresentou uma comunicação sobre a promoção dos meios de comunicação livres, pluralistas e independentes através dos novos media.

A conferencia termina hoje com novas comunicações, destacando-se a presença do Primeiro Ministro, Aires Ali, que vai formalmente lançar a semana comemorativa da data que se prolonga até à próxima sexta-feira, com várias realizações.

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