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Vale assegura que aspectos ambientais estão acautelados

A mineradora brasileira, Val,e que opera a Mina Carvão Moatize, na província de Tete, centro de Moçambique, afirma possuir consciência plena dos impactos ambientais que o desenvolvimento do mega-projecto poderá causar, não somente em Moatize, como também, nas comunidades vivendo ao longo da via ferroviária por onde será escoado o carvão até o Porto da Beira.

O director de Operações da Vale – Moatize, Paulo Horta, referiu, semana passada, em conferência de imprensa, na cidade da Beira, o comprometimento da mineradora brasilera sobre questões ambientais, frsando que a preocupação não se resume somente a Moatize, o epicentro das operações do projecto, como também na Beira e nas comunidades vivendo ao longo da linha-férrea de Sena numa extensão de 575 quilómetros.

Aliás, importa referir essa mesma preocupação já hava sido explicitamente manifestada pelos membros do governo provincial de Sofala, no decurso da sua décima quinta sessão ordinária, realizada também semana passada, na qual o director de Operações da Vale – Moatize, Paulo Horta, foi convidado a relater o estágio actual de produção e transporte do carvão mineral da vila carbonífera de Moatize, Tete, até o Porto da Beira, Sofala.

Na ocasião, o governador da província de Sofala, Carvalho Muária, advertiu a Vale para assumir com maior responsabilidade e rigor os aspectos ambientais, sugerindo a mineradora para trabalhar em estreita coordenação com os governos distritais e a direcção provincial para a Coordenação da Acção Ambiental, difundindo nas comunidades afectadas os riscos existents decorrentes do escoamento do carvão mineral ao longo da linha-férrea de Sena.

Reagindo a uma pergunta feita pelo nosso jornal na referida conferência de imprensa, sobre a identificação de todos impactos ambientais e mecanismos de control definidos especificamente nas comunidades vivendo ao longo da via férrea por onde será transportado o carvão de Moatize até o Porto da Beira, Paulo Horta resumiu afirmando todos projectos da envergadura da Vale na Mina Carvão Moatize contemplam todo o levantamento ambiental até para efeitos de licenciamento.

“De forma que a identifcação e os mecanismos de control dos aspectos ambientais não somente em Moatize, como aqui na cidade da Beira e nas comunidades vivendo ao longo da linhaférrea por onde o carvão vai passer já foram determinados e já decorre a respectiva actividade de monitoramento” – destacou Paulo Horta, sem, no entanto, precisar o responsável pela gestão.

Referindo-se o caso concreto da cidade da Beira, um importante centro urbano moçambicano, onde reside mais de meio milhão de habitants, Horta indicou já foi identificada a emissão de particulados e a questão tem sido sistematicamente levantada a vários níveis da sociedade.

Para minizar a preocupação, a fonte transmitiu a Vale já instalou um sistema de monitoramento da qualidade do ar no recinto portuário da Beira, onde vai decorrer toda operação de manuseamento do carvão, nomeadamente desembarque do minério dos comboios vindos de Moatize, seu armazenamento e posteriormente embarque em navios para o mercado de exportação.

O director de Operações da Vale – Moatize revelou igualmente a existência de planos de controle em redor do mar, consistindo na colecta sistemática de amostras no sentido de verificar a qualidade da água do mar para apurar se ela estará sofrendo alguma transformação fora da normalidade do ambiente, na sequência das esperadas operações intensivas de manuseamento do carvão mineral no Porto da Beira.

“Já foram realizados todos os investimentos necessários e feitos os ensaios técnicos nesse domínio” – salientou Paulo Horta, indicando, por exemplo, toda água que será usada no processamento do carvão antes do embarque no Porto da Beira será presa na área de operação. “Essa água passará depois por um tratamento específico de decantação físico químico, de limpeza e purificação antes da sua desnutilização”.

Paulo Horta concluiu afirmando tartar-se de medidas que não são somente aplicadas no caso particular da cidade da Beira ou de Moatize, mas sim são procedimentos de padrão internacional que a Vale vêem cumprindo em todos seus projectos.

Sabe-se, além do projecto Mina Carvão Moatize, em Moçambique, a Vale tem actives em operações de carvão e um portfolio de projectos de exploração na Austrália e na Colômbia, assim como participações minoritárias em duas joint ventures na China.

O investimento da Vale no projecto Mina Carvão Moatize é de 1.6 bilião de dólares, tendo iniciado actividades em Maio deste ano, com capacidade nominal de produção de 11 milhões de toneladas por ano de carvão metalúrgico (destinado a indústria siderúrgica) e térmico (usado para geração de energia).

Através do Porto da Beira, onde a Vale tem activos no projecto de construção do novo Terminal Temporário de Carvão, que deve estar pronto até finais do próximo mês de Novembro, a mineradora brasileira espera começar a exportar entre cinco e seis milhões de toneladas de carvão a partir de 2012.

Refira-se, as obras de implantação do projecto Mina Carvão Moatize iniciaram em 2008, tendo envolvido mais de nove mil pessoas, noventa por cento do total da mão-de-obra moçambicana, e os restantes dez por cento distribuídos entre expatriados de diferentes nacionalidades, na sua maioria brasileiros.

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