A partir do segundo semestre de 2012, o uso de biocombustíveis por indústrias e meios de transporte radoviário, aéreo e naval deverá ser de carácter obrigatório, segundo dados avançados esta quinta-feira pelo Ministério da Agricultura (MINAG).
Para o efeito, o Governo moçambicano está a realizar um estudo de viabilidade da montagem de refinarias nas principais infra-estruturas portuárias do país, segundo Hélio Neves, coordenador de programas de Biocombustíveis do Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI), instituição adstrita ao MINAG.
O programa vai consistir na mistura de gás natural, etanol e biodiesel produzidos em Moçambique e derivados de combustíveis fósseis adquiridos no mercado internacional, de acordo ainda com Neves, realçando que a medida visa fazer um maior aproveitamento do potencial de biocombustíveis disponíveis em Moçambique.
Para o efeito, o Governo moçambicano acaba de seleccionar a jatrofa, óleo de copra, mapira-doce e cana sacarina a serem produzidos nas províncias de Nampula, Sofala e Inhambane, para produção de biocombustíveis misturados com produtos fósseis.
“O produto final do novo tipo de combustíveis será prioritariamente destinado para o consumo nacional”, salientou Neves, realçando que “não há nada a temer porque está excluído o uso de culturas e espaços aráveis utilizados pelos camponeses nas zonas rurais moçambicanas”.
No global, estima-se que 33 empresas nacionais e estrangeiras estão envolvidas na plantação de culturas diversas destinadas à produção de biocombustíveis em Moçambique. Hélio Neves falava esta quinta-feira, no Maputo, à margem de um encontro sobre estágio e desenvolvimento de biocombustíveis em Moçambique.