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Universidade Mussa Bin Bique vai encerrar faculdades de Mocuba e Pebane

O presidente do Centro de Formação Islâmica (CFI), proprietário da Universidade Mussa Bin Bique ((UMBB), sediada em Nampula, Momade Bay, avançou que a sua direcção vai encerrar as faculdades de Mocuba e Pebane, na Zambézia, precisando que foram criadas sem autorização, por ordens do José Abudo, ex-presidente do CFI.

Segundo escreve o jornal Diário de Moçambique, Momade Bay afirmou desconhecer os cursos leccionados nas duas faculdades, mas considerou estarem a funcionar ilegalmente porque, acusou, José Abudo desafia as ordens da nova direção do CFI, eleita democraticamente. “José Abudo, Hamim Hassane Hassam, Casimiro Givá, Mucuchete Sukuma, Sicandar Ismail e Sidique Camissa estão a inviabilizar as actividades da minha direcção, que foi eleita democraticamente no dia 19 de Agosto de 2009, procurando dividir as actividades da universidade, que reflectem um dos grandes objectivos do centro, que é proprietário da instituição para dividir as acções e objectivos da direcção”, disse, sublinhando que a situação está a manchar a imagem da instituição, dando a entender ao público a existência de duas alas na gestão da universidade.

Momade Bay contou que este grupo já intentou várias acções judiciárias no sentido de ver suspensa a deliberação da eleição da direcção que dirige, por forma a manter na presidência José Abudo, que geriu o centro durante 15 anos. “José Abudo é que está a orquestrar estas situações na Universidade Bin Bique, por forma a manter-se na gestão da mesma”, disse.

A fonte facultou ao jornal Diário de Moçambique uma sentença do Tribunal Judicial de Sofala, registada com o número 129/09, que julgou improcedente o pedido formulado pelos requerentes Muino Ussemane Taquidir e Sadique Ussemane Camissa, que pediam a suspensão da deliberação de eleição dos novos corpos gerentes do centro, encabeçados por Momade Bay. “A nossa direcção vai usar todos os meios legais, com base nos estatutos, no sentido de repor a ordem dentro da universidade”, referiu, apelando às entidades governamentais e à sociedade civil a ajudarem a universidade a livrar-se dos problemas que as pessoas tentam orquestrar para desestabilizá-la, por forma a continuarem no poder.

Entretanto, o jornal Diário de Moçambique contactou Sadique Ussemane Camissa, um dos sócios do CFI, apontado como fazendo parte do grupo que inviabiliza a direção de Momade Bay, tendo este, em poucas palavras, referido: “Não quero falar sobre o assunto. Mas as declarações do Momade Bay mostram que não tem nada para falar”, “Não estou a falar para escreveres, porque sobre o assunto não quero responder nada. Deixa as coisas como estão, cabendo ao senhor Momade Bay, como presidente de direcção, fazer o que entender” — disse.

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