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Degradação das vias de acesso agrava custos dos produtos em Mogovolas

A intransitabilidade em todas vias de acesso para o posto administrativo de Muatua que faz do distrito de Mogovolas o maior produtor de amendoim ao nível da província de Nampula, está a concorrer para o encarecimento dos produtos agrícolas e para imposição de dificuldades à sua comercialização, comprometendo, consequentemente, os esforços dos produtores para mitigar a pobreza absoluta.

Geograficamente, o posto administrativo de Muatua localiza-se no limite entre o distrito de Mogovolas e os circunvizinhos de Angoche, Mogincual e Meconta.

Dados históricos referem que a construção das estradas supracitadas foi movida pelo interesse das autoridades governamentais de então, no sentido de criar facilidades de escoamento, a partir de Muatua, da produção agrícola e animal para os potenciais mercados.

Neste momento, com uma população estimada em cerca de 35 mil habitantes, o posto de Muatua tem, neste momento, uma única entrada e saída para o resto da província através da vila-sede distrital, Nametil. E a rodovia, com cerca de 43 quilómetros, apresenta- se em condições deploráveis.

Carlos Alberto, agricultor e criador de gado bovino em Muatua, lamentou o facto de uma região com potencial invejável para a prática da agricultura e criação de gado bovino e caprino, entre outro, esteja votado ao abandono.

Embora estejamos a cumprir a orientação do governo para o incremento dos volumes de produção agrícola e animal, com resultados visíveis, não temos qualquer apoio para superação das dificuldades que prevalecem no escoamento da produção para os mercados – ajuntou.

Por seu turno, Selemane Tagir, comerciante virado essencialmente para a comercialização do amendoim para colocação no mercado do sul do país, referiu que o estado lastimoso em que se encontra a única via de acesso de e para Muatua estimula a subida dos preços dos produtos agrícolas porque o número de transportadores reduziu significativamente e os poucos transportadores fixam preços a seu belo prazer em razão da falta de concorrência.

Segundo o entrevistado, um saco de 50 quilogramas é transportado mediante o pagamento de um valor que varia entre 50 e 75 meticais, o triplo do valor cobrado quando as estradas para Muatua se encontravam em bom estado.

Agora estamos entre pegar ou largar, ou seja comprar para revender os produtos agrícolas nos potenciais mercados a valores que possam compensar os custos de todo negócio.

Por exemplo o amendoim que vendíamos a 20 meticais o quilograma vai subir para 35 meticais. Não temos outra alternativa porque sobrevivemos desta actividade – desabafou Selemane Tagir.

O chefe do posto administrativo de Muatua, Jacinto Namutuma, corrobora que o estado das vias de acesso não contribui para o combate à pobreza na sua área de jurisdição.

Referiu que a degradação que atingiu as estradas que ligam Muatua a Liupo, Corrane e Namaponda, nos distritos de Mogincual, Meconta e Angoche, respectivamente, exige uma intervenção do governo provincial porque as obras visando a sua reabertura acarretam fundos elevados.

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