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Uma derrota que não muda nada

O Costa do Sol bateu o Ferroviário de Maputo no crepúsculo da 1ª volta do Moçambola, foi superior ao campeão e nem o 9º lugar intimidou a equipa que jogou decidida a virar para a segunda página deste campeonato de cabeça erguida.

Quase 1080 minutos depois do arranque do Moçambola, o Ferroviário perdeu. No campo do Costa do Sol, Tó (dois golos) e Rúben selaram uma vitória importante para a equipa de David Mandigora, na luta pela fuga à despromoção.

Três golos foram, diga-se, o saldo de um desafio com pouco a acrescentar à contabilidade da primeira ronda, naquele que foi um dos melhores jogos dos canarinhos. Com uma primeira parte demolidora, os comandados de David Mandigora puxaram dos galões e marcaram dois golos sem resposta, ambos por intermédio de Tó, afinal o grande protagonista da tarde face à necessidade de se isolar no cimo da lista de melhores marcadores.

Como é habitual, Chiquinho Conde não mexeu na estrutura da equipa, o normal 4x3x3 com o rotineiro onze das últimas jornadas face ao número de lesões no plantel locomotiva. Ítalo encostou-se aos homens do meio-campo e ocupou a sua posição de médio ofensivo, com Whisky e Danito Parruque a pautarem o jogo defensivo. Michael, referência atacante, tinha Luís e Mendes para o servirem, na frente.

David Mandigora dispôs o Costa do Sol em 4x2x3x1, com Payó e Escuro no miolo, David e Josimar mais encostados às linhas laterais. Tó, com Rúben nas costas, foi o elemento mais adiantado da equipa. Com maior pressão do seu lado, o Costa do Sol entrou com tudo.

A estratégia atacante dos visitados passava por explorar o centro da defesa locomotiva, com muitas triangulações nas imediações da área locomotiva. E foi assim que o Costa do Sol se colocou em vantagem, por Tó (10), que ganhou uma bola no lado esquerdo e, depois de passar por tudo e todos, bateu um desamparado Mohamed.

O Ferroviário acusou o golo e não conseguia trocar a bola que, sabe-se, é um dos seus pontos fortes. A bola não chegava a Luís e Mendes, os passes não tinham a melhor direcção e estava complicado chegar ao empate. O Costa do Sol é que não estava para brincadeiras e chegou ao segundo golo. Aos 41 minutos, Tó ganhou uma bola à entrada do meio-campo e só foi parar na área de Mohamed para ver o guardião locomotiva a recolher o esférico no fundo das redes.

A segunda parte começou com menos intensidade, com o Costa do Sol a controlar as investidas do Ferroviário que jogava sempre muito distante da baliza de Antoninho, cenário que levou a que começasse cedo a dança das substituições, com Imo, no lugar de Fred, a melhorar substancialmente o jogo ofensivo dos comandados de Chiquinho Conde.

Sem que nada o previsse, tão longe que a bola andava, o Ferroviário reduziu a desvantagem no marcador. Numa jogada de insistência de Mendes, a bola sobrou para Sonito que, com um toque subtil, bateu Antoninho.

Chiquinho Conde apostou no arsenal ofensivo que tinha no banco, lançando Jair, mas sem efeitos práticos. O Costa do Sol soube explorar o adiantamento do Ferroviário, que passou a actuar com três defesas. Rúben (84) aumentou a vantagem, em jogada individual, ao deixar Jotamo e Tony nas covas, batendo Mohamed.

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