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Um olhar sobre o transporte em Maputo província e cidade, por Cláudio Chivambo

Cordiais saudações moçambicanos e moçambicanas, compatriotas. Permitam-me partilhar convosco este balanço opinativo fruto da observação do ciclo de transporte de passageiros desde o seu agravamento 15-12-2012 de 5,00 – 7,00 e de 7.5,00 – 9,00 meticais ( de Cinco para Sete meticais e de Sete e cinquenta centavos para Nove meticais), até então nesta órbita delimitada.

Não se trata duma verdade categórica e tão menos final. É antes de mais, uma constatação passível de críticas e ou acréscimos.

Embora o dilema da falta de transporte continue na Província e Cidade de Maputo, importa observar que os encurtamentos são quase que, se não inexistentes desde que agravou-se as tarifas. Parabens aos chapeiros pelo cumprimento do prometido, embora em alguns pontos (Zimpeto-Museu, Benfica-Museu, só para citar exemplos), no período da noite ainda persiste esta tendência de encurtar a rota.

O facto é que, esta situação melhorou nos últimos meses e o povo agradece. Porém, ontem e, ainda hoje assiste-se a um braço de ferro entre os Transportadores/Chapeiros e a Policia Municipal (Vulgo Camarária) o que cria desgosto e ausência de alguns carros nas estradas para transportar os utentes.

Nos termos da alínea c) do artigo 160? da Constituição da Polícia Municipal a Assembleia da República decretou para servir como Lei geral da República o seguinte:

Artigo 4? – Competências da Policia Municipal nas suas Atribuições: a) Fiscalização do cumprimento das normas de estacionamento de veículos e circulação rodoviária, incluindo a participação de acidentes de viação; b) Vigilância nos transportes urbanos locais.

Vezes sem conta já fora reportado que estas autoridades não dignificam o fardamento que vergão e tão menos fazem jus ao ordenado que auferem e, quem paga a factura é o povo. Ora, estes espalham-se por todos os focos das paragens o que é bom até certo ponto (sua presença, disciplina os chapeiros).

O erro, é no exercício das suas competências e os utentes assim o podem testemunhar (o mesmo chapa é mandado parar inúmeras vezes durante a viagem nas vias Museu – Xiquelene, Xipanine-Baixa, Laulane-Museu, Benfica-Anjo Voador,…vice e versa para fazer a mesma exigência e aferir as condições destes para fazer o transporte de passageiros).

Uma vez mais, o que não é errado até certo ponto. Porém, ao invés de trabalhar e deixar os outros trabalharem, estes (Polícia Camarária) para permitir que o transportador siga viagem cobram valores que variam de 50,00-100,00 (Cinquenta à Cem meticais) propagando a corrupção nas nossas estradas e nas suas fileiras.

É bem verdade que os Chapeiros, estes não estão isentos de responsabilidade neste acto uma vez que também compactuam com estes actos deploráveis para um servidor da Administração Pública. E quem paga neste ciclo?, é o povo, pois, o chapeiro reclama que seu trabalho não compensa porque tem de trabalhar para a Policia e para o Patrão.

Por sua vez, a Polícia alega incumprimento das regras e afasta-se de actos de clientelismos nas rodovias. Ao patrão que vê seus documentos sempre na Comando a ter que pagar multa para recuperá-los sufoca e vezes sem conta retira a viatura do ramo e, é menos um dos poucos que ainda temos para levar os nossos concidadãos aos seus destinos.

Para ultrapassar esta questão avanço o meu parecer: Primeiro, é necessário que a Edilidade de Maputo Cidade e Província crie condições para que esta actividade seja aprazível de se praticar (desde estradas em condições até fiscalizações honestas).

Segundo, aos investidores cabe o abandono ao espírito de facilitações de documentação o que de alguma forma possibilita que em alguns casos esta não seja reconhecida junto as autoridades de direito como legal.

Por último, dos Transportadores/Chapeiros apelamos um espírito de paciência na estrada pois na sua atenção estão vidas, e renitência em pactuar com actos de corrupção no exercício de suas funções (um chapa com toda a documentação necessária para circular não carece de pagar valores fora do previsto por Lei a nenhum agente da Policia).

Em suma, o teor do meu pensamento é o de que para que as coisas tenham índices de avanço rumo as melhorias em várias vertentes, a participação de todos é fulcral. Todos temos responsabilidades no processo de construção de um Moçambique melhor e para tal precisamos dizer não as ilicitudes.

Hoje, acabamos com os encurtamentos do mesmo jeito que ontem os nossos expulsaram os colonos. Façamos a diferença!

Sempre por um Moçambique para moçambicanos no Primeiro Plano

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