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Tropas do Mali caçam insurgentes e aumentam riscos para França

As tropas do Mali fizeram buscas casa a casa em Gao, esta Segunda-feira (11), por insurgentes islâmicos, cujo ataque dentro da cidade no fim de semana mostrou o risco de que as forças francesas podem se ver emaranhadas numa bagunçada guerra de guerrilha.

Esgueirando através do rio Níger, escondidos pela escuridão, os rebeldes aliados à Al Qaeda atacaram soldados do Mali e franceses, Domingo, nas ruas da antiga cidade mercantil do Saara, retomada dos islâmicos há duas semanas.

O ministro da Defesa do Mali, Yamoussa Camara, disse que três dos rebeldes islâmicos foram mortos e 11 foram presos, enquanto alguns soldados do Mali feriram-se no combate.

A ousadia do ataque rebelde, que seguiu explosões sucessivas por dois homens-bomba num posto de controle do norte, foi uma surpresa para a operação militar liderada pela França no Mali, que até então enfrentava pouca resistência real dos islamitas.

“Eles aproveitaram-se dos dois ataques suicidas no Sábado e Domingo para infiltrarem-se na cidade”, contou Camara em entrevista colectiva em Bamako.

“Com os jovens desesperados sobre o seu futuro, é possível levá-los e doutriná-los ao ponto de sacrificar as suas próprias vidas.”

Um médico no hospital de Gao, Noulaye Djiteyi, disse que três civis foram mortos e 11 feridos. As vítimas foram atingidas por balas perdidas no tiroteio.

A França interveio no Mali, mês passado, quando as forças islâmicas, que haviam tomado o controle do norte na confusão após um golpe militar em Março de 2012, avançaram sobre a capital Bamako.

Isso colocou o Mali na linha de frente das preocupações de segurança dos Estados Unidos e da Europa, com os temores de que os islamitas iriam transformar o país numa base para ataques internacionais.

Os líderes franceses disseram que pretendem começar a retirar tropas do Mali em Março, e querem entregar as operações de segurança para uma força militar africana maior, de 8.000 soldados, que actualmente está a ser montada e convocada principalmente a partir dos países do Oeste Africano.

Mali ainda não está totalmente seguro

O presidente francês, François Hollande, reconheceu que os militares da França ainda tinham mais trabalho a fazer antes de atingir o seu objectivo de expulsar os grupos ligados à al Qaeda de todo o norte do Mali.

“Não terminamos a nossa tarefa”, disse Hollande em Paris, depois de reunir-se com o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan. “Há um risco tanto de ataques ou táticas de guerrilha, por isso temos de continuar a proteger todo o território do Mali”.

O principal mercado de Gao estava movimentado esta Segunda-feira, mas as multidões reuniram-se para olhar para o prédio da delegacia da polícia destruído, onde os jihadistas, alguns em motocicletas, disparando fuzis AK-47 e granadas, atacaram as tropas francesas e do Mali.

Depois de retirar a maior parte dos insurgentes da cidades do norte, como Timbuktu e Gao, a França vem apostando as suas operações nas montanhas remotas do nordeste do Mali, onde as forças especiais francesas e as tropas do Chade estão a caçar bases rebeldes.

Eles acreditam que os rebeldes estão a manter pelo menos sete reféns franceses, sequestrados no Sahel, em esconderijos na faixa de Adrar des Ifoghas que fica na fronteira Mali-Argélia.

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